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Imprensa Popular

29 Nov 2016

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e marcado com as tags Antifascismo, Arte e cultura, Astrogildo Pereira, Censura e repressão, Coluna Prestes, Crítica política, Cultura popular, Estado Novo, Imprensa marxista, Luís Carlos Prestes, Movimento Estudantil, Movimento grevista, Nacionalismo, Partido Comunista Brasileiro, Pedro Motta Lima, Questões sociais, Questões trabalhistas, Sindicalismo

Imprensa Popular foi um jornal vinculado ao Partido Comunista Brasileiro (PCB) lançado no Rio de Janeiro (RJ), em 1948 – possivelmente no dia 24 de junho –, tendo sido publicado por cerca de 10 anos. Seu surgimento deu-se a partir do fim de outro jornal carioca do PCB, a Tribuna Popular, criada em 1945 e extinta em dezembro de 1947, por conta da decisão do governo Vargas de enquadrar o partido na ilegalidade – portanto, o vínculo de Imprensa Popular com o PCB era secreto. Com o fechamento do primeiro jornal, a direção do PCB julgou necessário o lançamento de outro título que funcionasse como órgão doutrinário de massa, cumprindo com as mesmas funções da folha extinta. No entanto, o novo jornal apresentava formulações mais amplas do que o primeiro. A direção de Imprensa Popular ficava a cargo de Pedro Motta Lima, também fundador da própria Tribuna Popular e dos jornais A Manhã (da ANL, lançado em 27 de abril de 1935 e extinto em 27 de novembro do mesmo ano) e A Esquerda.

Veiculado em tamanho standard, Imprensa Popular circulava em edições de seis páginas, ao preço inicial de 50 centavos de cruzeiro. Sua redação, ao menos a partir de 1951, funcionou em um sobrado na Rua Gustavo Lacerda, nº 19. Nesse ano, aliás, o jornal foi obrigado a deixar de sair como matutino, conforme nota na edição de 12 de fevereiro de 1951: “Por motivo de ordem técnica, passamos a circular em edição vespertina. Assim que seja possível resolver as dificuldades presentes, que se prendem à mudança de nossas oficinas para a nova sede, normalizaremos a situação”. Sabe-se assim que, inicialmente, ao menos as oficinas do jornal tiveram outro endereço. Posteriormente o jornal voltou a sair pela manhã.

Além de boa quantidade de fotos e ilustrações, tanto as capas quanto as páginas internas de Imprensa Popular traziam manchetes e títulos chamativos, em letras enormes – beirando o escandaloso –, para problemas sócio-políticos variados, visando atrair a atenção de classes populares: “Coca-cola contêm violento veneno”, “Vendilhões da pátria!”, “Em perigo o nosso petróleo”, “Exigem os imperialistas o sangue dos brasileiros”, “Nos trilhos da Central do Brasil sua vida corre perigo”, “Vendem o sangue da juventude brasileira”, “Carne podre a 16 cruzeiros o quilo”, “O governo de Vargas a serviço dos trustes”, etc. Sua linha anti-americana, anti-imperialista, anti-fascista, anti-getulista, anti-udenista, pró-stalinismo e pró-maoísmo, além de altamente nacionalista e pacifista, era explícita.

Basicamente, os editores e o corpo redacional de Imprensa Popular era o mesmo da Tribuna Popular: Além de Pedro Motta Lima, participavam Moacyr Werneck de Castro, Aydano do Couto Ferraz, Dalcídio Jurandir e outros. No entanto, a continuidade entre os jornais não foi total. A situação política no Brasil de então, e a consequente entrada do PCB na ilegalidade, fizeram com que o próprio partido reformulasse suas diretrizes e repensasse o papel da imprensa. Assim, Imprensa Popular, em comparação com o jornal anterior, mostrava-se mais estreito e sectário – posições consequentes das novas condições de atuação do comunismo brasileiro. Assim, assuntos relativos ao cotidiano urbano carioca figuravam menos neste periódico, que priorizava determinados temas mais alinhados à ótica do partido. De acordo com entrevista de Luís Mário Gazzaneo a Marieta de Morais Ferreira, no Dicionário Histório e Biográfico Brasileiro Pós-1930,

(…) quando foi lançado o manifesto Apelo de Estocolmo, contra as armas nucleares, cada país, através de seu Partido Comunista, coletava suas quotas de assinaturas em prol do apelo à paz. Se, no Rio de Janeiro, acontecesse nesses dias um problema que emocionasse a cidade, o Imprensa Popular não daria a esse fato o mesmo destaque que dava ao comitê da Tijuca, que tinha arrecadado inúmeras assinaturas em favor do manifesto da paz.

Tal postura pode ser vista sobretudo em edições de janeiro de 1951. Nesse mês, como forma de atingir ao governo Vargas e expor suas ligações com os “yankees”, o jornal manifestava-se contra a prisão de Elisa Branco, detida em uma manifestação contra o envio de soldados brasileiros para a Guerra da Coréia.

Como bom órgão de imprensa partidário, Imprensa Popular levantou e defendeu diversas campanhas ao longo de sua edição. Os maiores destaques, nesse sentido, foram o apoio incondicional a Luís Carlos Prestes e à Coluna Prestes, a divulgação do programa da Frente Democrática de Libertação Nacional (ver edição de 3 de janeiro de 1951), a campanha “O Petróleo é Nosso”, a oposição geral ao governo de Getúlio Vargas através de denúncias de autoridades no âmbito político e econômico, a exigência do fim da permanência de tropas norte-americanas no Recife, o combate às investidas americanas na Guerra da Coréia, a cobertura de congressos de esquerda, o aplauso a manifestações populares e ao movimento estudantil, as denúncias de truculência policial e arbitrariedades do governo contra a liberdade de imprensa, a exposição de irregularidades e abusos em empresas e órgãos públicos, o repúdio à ditadura de Franco na Espanha, o apoio a organizações operárias (que reivindicavam melhores condições de trabalho, salário e vida) e, já em seus últimos momentos, a condenação ao chamado Ajuste de Fernando de Noronha, que previa a cessão de uma parte da ilha para a construção de uma base militar americana. A exemplo das manchetes já citadas, a linha denunciativa geral da folha usava de linguagem dura, ríspida e indignada, visando provocar a fleuma do leitor médio.

Em suas páginas, apesar da repressão do Estado Novo, Imprensa Popular recorrentemente abordava cultura e pensamentos marxistas. Abordava-se os rumos e as posturas do PCB, deixando-se claras as posições do jornal favoráveis ao partido, mas nunca explicitando-se que a folha era pertencente ao mesmo. Notas oficiais do PCB, no entanto, eram publicadas (ver edições de 1º e 2 de março de 1951). Suplementos especiais eram lançados a 1º de maio, seguindo uma tradição da imprensa de esquerda – no de 1954 foi publicado na íntegra o programa do Partido Comunista. Contos e artigos sobre questões internacionais eram traduzidos de livros e da imprensa socialista estrangeira, levando ao leitor brasileiro diversos textos de autores internacionais (maioria soviética), como Konstantin Paustovsky, Pierre Courtade, Ilya Ehrenburg, A. Leontiev, A. Filippov, Yves Moreau, entre muitos outros. Havia ainda no periódico, em suas edições de domingo, a página cultural “Literatura e Arte”, que não deixava de desenvolver uma forma politizada e doutrinária de encarar estes temas. Ali também publicaram-se textos de autores internacionais, como Ivan Leonidov, Antonin Zapotocky, Wlodzmiierz Domeradzki e Nicolas Vaptzarov, e nacionais, como Antônio Bulhões, Fernando Segismundo, Walter Silveira, Jorge Medavar, etc.

Apesar do que possa parecer, a linha editorial de Imprensa Popular não era totalmente voltada ao pensamento e à prática marxistas. O periódico contava com uma coluna própria para questões trabalhistas e sindicais em geral, intitulada “Notícias Operárias” e assinada por Maria da Graça. Adicionalmente, mas em menor destaque, o jornal trazia noticiário de outros estados além do Rio de Janeiro, noticiário policial, uma coluna de cinema (assinada por Y. Maia), uma coluna de cultura e entretenimento populares (intitulada “O Povo se Diverte”), programas para cinemas e teatros na capital, atualidades do futebol, anúncios, classificados, cartas de leitores, etc. Em seus últimos momentos, contava inda com uma página dominical intitulada “IP Feminina”, com moda, culinária, educação infantil e textos sobre mobilizações femininas e libertação da mulher; e o suplemento infantil “Página do Juquinha”. Geralmente, esses assuntos menos doutrinários de esquerda saíam na página 5 de cada edição. Era ainda o caso dos concursos de beleza promovidos pelo jornal, à tradição da imprensa da época, para a coroação da “Rainha da Imprensa Popular”.

Em sua edição de 1º de julho de 1954, Imprensa Popular anunciava mudanças editoriais – além de seu então novo logotipo, com mais destaque às páginas de cultura e às editorias esporádicas de “Ciência e Vida” e “Educação e Ensino”. Na ocasião, conclamava-se o leitor a participar da publicação, como colaborador: já em ocasiões anteriores e até o fim do jornal, muitos operários tiveram textos opinativos estampados no jornal, sobretudo na “Tribuna dos Debates”, uma das seções mais importantes da folha. Na época, Imprensa Popular trazia ainda a coluna “Aconteceu na Cidade”, com variedades do cotidiano carioca  – tendendo a assuntos de polícia –, e “Pelos Jornais”, uma seção de comentários a respeito do que era publicado no restante da imprensa.

Devido às suas orientações, como não poderia deixar de ser, o jornal sofreu algumas represálias: foi perseguido e suspenso, tendo sua circulação interrompida, em diversos momentos. A exemplo, a edição de 3 de janeiro de 1951 foi, de acordo com nota de capa da edição do dia seguinte, “ilegalmente apreendida nas bancas a pretexto de que saudava Prestes em seu 53º aniversário”. Corajosa, ao revelar a apreensão do seu número anterior, a edição do dia 4 de janeiro novamente comemorava o aniversário do líder da Coluna Prestes, escandalosamente. Pouco depois, o jornal não foi publicado nos dias 5, 6, 7, 10 e 11 de fevereiro de 1951. Em março, a edição do dia 10 noticiava: “Novas farsas forjadas na Rua da Relação contra a Imprensa Popular e enquadradas na fascista Lei de Segurança do Estado Novo – protesta nosso diretor”, dando conta de dois processos abertos pelo governo contra o jornal. Esta mesma edição trazia uma célebre entrevista de Josef Stálin ao jornal soviético Pravda. Aparentemente, o maior período em que Imprensa Popular ficou sem circular, por razões de censura, foi entre suas edições de 30 de abril e 11 de setembro de 1953.

Nesse ano de 1953 o jornal havia crescido – já custava Cr$ 1,00 e contava oito páginas, com assinaturas anuais a Cr$ 200,00. Possuía, então, sucursais em Niterói e São Paulo. Isso, no entanto, não queria dizer que o jornal podia se sustentar por suas próprias pernas após seu maior hiato: na edição de 11 de setembro de 1953, onde voltava a ser publicado, trazia uma tabela com a “Arrecadação Nacional da Campanha Pró-Imprensa Popular”, que revelava que até aquele dia haviam sido levantados Cr$ 1.944.245,00 para o jornal. Astrojildo Pereira, um dos maiores colunistas de Imprensa Popular, comentava a respeito nesta mesma edição:

Estes milhões de cruzeiros doados à Imprensa Popular equivalem também a milhões de votos contra a imprensa de aluguel, contra os jornais e jornalistas mercenários a serviço da opressão social e nacional, contra os Chateaubriands, os Bittencourts, os Marinhos, os Lacerdas, os Wainers, os Cardins, os ex-homens de libré à José Eduardo e outros Galvões e Velascos de meia tigela.

Cabe ressaltar que, em sua oposição a Vargas, o PCB não escapou à indignação popular quando do suicídio do presidente. Na edição que circulou no dia seguinte ao incidente, 25 de agosto de 1954, o jornal estampava em sua capa o texto “Assegurar a defesa das liberdades democráticas”, que dizia:

Na carta escrita antes de sua morte, o Sr. Getúlio Vargas teve ocasião de confessar a tremenda pressão exercida contra nossa pátria pelos monopólios norte-americanos (…). Os abutres imperialistas norte-americanos querem escravizar nosso povo a fim de obter mão-de-obra mais barata para suas indústrias de guerra e soldados para suas aventuras guerreiras. (…) As massas populares que despertam e saem às ruas para defender seus direitos sabem que se era difícil sua situação até o momento, mais difícil se tornaria se passassem a governar o país, como efetivamente o fazem agora, os generais, brigadeiros e almirantes que dão ordens a Café Filho e representam o que há de mais reacionário e antipopular no país. (…) O governo de Café Filho e dos generais fascistas manda atirar no povo nas ruas, enquanto protege do sagrado ódio popular os venais porta-vozes do imperialismo norte-americano, Assis Chateaubriand, Paulo Bittencourt, Roberto Marinho, Carlos Lacerda.

Além de sofrer com a repressão do governo Vargas, Imprensa Popular enfrentava dificuldades internas durante a década de 1950 – reflexo de posições díspares dentro do próprio PCB. A partir de 1955 surgiram divergências entre as direções do partido e alguns redatores do jornal, levando a uma restrição editorial imposta pelo PCB: a de que apenas membros do comitê central do partido poderiam escrever no rodapé da folha. Em 1956, com a divulgação do Relatório Kruschev denunciando o stalinismo, essas animosidades se tornaram mais agudas. Além do simples revisionismo, um grupo então denominado “abridista” propunha que o debate acerca da questão fosse exposto e explorado nas colunas do jornal, enquanto o grupo “fechadista” pregava por uma discussão mais restrita, delimitada. O desfecho dessas divergências gerou uma cisão partidária e a demissão de grande parte da equipe do jornal, em 1957. A isso seguiu-se uma fase difícil para o periódico, que, no entanto, durou pouco – daquele momento em diante, Imprensa Popular não se manteria por mais um ano. Por outro lado, cerca de dois anos depois nasceria o jornal Novos Rumos, também do PCB, fruto direto da fragmentação pós-Relatório Kruschev.

Em seus últimos momentos, Imprensa Popular já custava Cr$ 1,50 a edição. Seu discurso anti-governamental agressivo contra Vargas e Café Filho já não se repetia da mesma forma durante o mandato de Juscelino Kubitschek, que era criticado, mas de forma muito mais amena e menos taxativa. Na edição de 7 de setembro de 1957, em “Juramento nacionalista de J.K. perante o povo”, destacava-se: “O presidente da República jurou, da sacada do Palácio do Catete, atender ao despertar da consciência nacionalista do povo brasileiro – menção especial de J.K. à defesa da Petrobrás e dos minerais atômicos – milhares de estudantes e trabalhadores participaram da patriótica manifestação”.

Possivelmente em decorrência da crise interna quanto à revisão das políticas stalinistas em 1957, nesse ano o jornal passou a focar menos o ditador russo, dando prioridade a avanços da sociedade e da ciência soviéticas como um todo, além de explorar mais os feitos de Mao Tsé-Tung. Iniciava-se então uma fase mais maoísta que stalinista: a partir da edição de 30 de junho de 1957 foi publicado o texto “Sobre o tratamento correto das contra direções no seio do povo”, de autoria de Mao. Notas do PCB continuavam sendo publicadas, assinadas por Luiz Carlos Prestes ou pelo “Presidium do Comitê Central do Partido Comunista do Brasil”. Em paralelo, o periódico abria-se mais a temas gerais, menos doutrinários: cultura, futebol, sociedade, entretenimento, vida cotidiana (na coluna “Vozes da Cidade”, sobretudo). As eleições para “Rainha da Imprensa Popular”, aliás, continuavam mesmo em tempos de crise.

Na edição de 13 de agosto de 1957 de Imprensa Popular comentava-se que o jornal vinha apresentando melhorias: “Ora é uma seção nova, ou um noticiário que antes não cobríamos, ora uma fonte nova de informações (…) ou uma frequência maior no comentário dos fatos do dia”. Dizia-se que “não estão parados os trabalhos para a instalação da nova rotativa e de reaparelhamento técnico da oficina impressora de nosso jornal” e, adicionalmente, conclamava-se ao público para que este contribuísse com a edição da folha. No entanto, em consequência de certas mudanças na linha editorial do PCB em 1958, Imprensa Popular acabou sendo extinto nesse mesmo ano. Possivelmente sua última edição foi o nº 2.486, de 2 de agosto de 1958. No fim de sua edição, Imprensa Popular já funcionava em outro lugar, o 22º andar do nº 21 da Rua Álvaro Alvim. Contava então com sucursais em São Paulo, Petrópolis e Campos.

No período correspondente ao final da década de 1940 e boa parte da década de 1950, além dos nomes já citados, o jornal contou com o trabalho de editores e redatores como Álvaro Moreira, Carlos Drummond de Andrade, Egydio Squeff (que assinava a seção de comentários políticos “Ponto Pacífico”), Pedro Ventura, Felipe de Araújo Pomar, Milton de Moraes Emery (responsável pela coluna “Teatro”, entre outras colaborações), Jacob Gorender, Astrojildo Pereira, Pedro Pomar, Yolanda Pincigher, Osvaldo Peralva, Aldo Moraes, Marinus Castro, J. M. Santos, Emmo Duarte, Zora Seljan Braga, Nair Batista, Alberto Carmo (que assinava a coluna “Seguro Social”), Rui Faco, Floriano Cardoso, Carlos Marighella (ver “Carta de Prestes e o internacionalismo proletário” na edição de 6 de janeiro de 1957), Palmiro Togliatti, Armando Mazzo, Santiago Dantas, Quintiliano, J. A. Ferraz, Etelvino Pinto, Roberto Morena (que publicava a coluna “No Dia a Dia”), B. Calheiros Bonfim, Bayard Bernardes Orengo, Renato Arena, K. Mossadeçue (responsável por “Caravana”, seção de comentários políticos sobre questões internacionais), Fernando Cruz, K. Timberio, Raimundo Medina, Georges Barreto, Dulce Martins, Luiz Amaro dos Santos, Lúcia Rudin, Etelvino Pinto, Fernando Lacerda, Lourival Vilar, José Navarro, Maurício Almeida (da coluna “Rádio-TV-Discos”), Ramiro Luchesi, Ana Montenegro, Estanislau Maia, Alberto Carmo, Ricardo Bauer, José Sobreiro, Cícero Guedes, Almir Vargas, entre outros.

Em 2005, o PCB reviveu Imprensa Popular publicando, desde então, um jornal com o mesmo nome e com fundação creditada a Pedro Motta Lima – no entanto, dado o longo hiato entre 1958 e 2005, trata-se de praticamente outra publicação. Dirigido nessa fase por Eduardo Serra, Edmilson Costa e Ivan Pinheiro, o jornal circula mensalmente em formato tabloide, com 12 páginas, impresso a cores e, aparentemente, é distribuído gratuitamente. A nova Imprensa Popular encontra-se estritamente ligada a temas diretamente relacionados com o programa do PCB, formando, por exemplo, oposição ferrenha aos governo de Luís Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, durante o período correspondente aos dois mandatos de cada um. Outros assuntos caros à esquerda contemporânea, como questões trabalhistas, lutas sindicais e reivindicações por melhores condições de trabalho e melhores salários, problemas urbanos, violência, ideologia socialista, concentração de renda, críticas ao governo e etc., também continuam sendo abordados. Assuntos como esportes, entretenimento e cultura e suplementos femininos e infantis, no entanto, não são mais vistos no jornal, agora oficialmente um órgão de divulgação partidária. Suas edições podem ser acessadas em formato digital no site do PCB, www.pcb.org.br, e pode-se entrar em contato com seus editores através do e-mail imprensa.popular@pcb.org.br.

 

Fontes:

– Acervo: edições do nº 587, de 3 de janeiro de 1951, ao nº 728, de 30 de junho de 1951; do nº 1.406, de 28 de abril de 1953, ao nº 1.408, de 30 de abril de 1953; do nº 1.789, de 1º de maio de 1954, ao nº 1.285, de 25 de agosto de 1954; do nº 2004, de 3 de janeiro de 1957, ao nº 2.304, de 31 de dezembro de 1957; e da edição nº 2.402, de 1º de maio de 1958, ao nº 2.486, de 2 de agosto de 1958.

– Edição nº 33, ano 6, de março de 2011. Disponível em http://www.pcb.org.br/portal/docs/imprensa-popular/imprensa-popular-0001.pdf (acesso em 3 ago. 2016)

– FERREIRA, Marieta de Morais. In: ABREU, Alzira Alves et al. (Coord.) Dicionário histórico-biográfico brasileiro pós-1930. Rio de Janeiro: Editora FGV; CPDOC, 2001.Vol. III.