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Museus | Aniversário do Museu Nacional de Belas Artes – 84 anos (13 de janeiro)

18 jan 2021

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A Fundação Biblioteca Nacional homenageia seu vizinho Museu Nacional de Belas Artes pela comemoração do seu 84º aniversário. Mais antigo museu de artes do país, o MNBA foi criado em 13 de janeiro de 1937 e hoje é o museu com a maior e mais importante coleção de arte brasileira do século XIX.

Seu prédio sede (foto), tombado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Histórico Nacional desde 1973, foi projetado em 1908 pelo arquiteto espanhol Adolfo Morales de los Rios para sediar a Escola Nacional de Belas Artes (que hoje funciona na ilha do Fundão), herdeira da Academia Imperial de Belas Artes. Situado no centro do Rio de Janeiro, o prédio é vizinho ao da Fundação Biblioteca Nacional e, como este, foi construído durante as modernizações urbanísticas realizadas pelo Prefeito Pereira Passos no início do século XX.

O acervo do MNBA teve sua origem em três conjuntos de obras: as pinturas trazidas por Joaquim Lebreton, chefe da Missão Artística Francesa, que chegou ao Rio de Janeiro, em 1816; os trabalhos pertencentes ou aqui produzidos pelos membros da Missão (Nicolas-Antoine Taunay, Jean-Batiste Debret e Grandjean de Montigny, entre outros); e as peças da Coleção D. João VI, por ele deixadas no Brasil, ao retornar a Portugal, em 1821. Atualmente, o museu conta com uma coleção de cerca de 100 mil itens, entre pinturas, desenhos, gravuras, esculturas, objetos, documentos e livros.

Sendo o museu herdeiro direto da Academia Imperial e de sua sucessora, a Escola Nacional de Belas Artes , em seu acervo se destaca a arte produzida no século XIX, momento no qual teve início no país o ensino oficial da arte, pautado nos modelos franceses. Entre os destaques na Galeria de Arte Brasileira do Século XIX estão obras famosas como “Batalha do Avaí”, de Pedro Américo, “Batalha dos Guararapes” e “Primeira Missa no Brasil”, ambas de Vitor Meireles. Esta última, pintada em 1860, foi a primeira obra de um artista brasileiro a ser aceita no Salão de Paris.

Porém, seu acervo vai além, incluindo desde obras de Debret, Eliseu Visconti e Henrique Bernardelli, passando por Goeldi, Lasar Segall, Di Cavalcanti e Portinari e chegando aos mais recentes Daniel Senise, Luis Áquila e Tomie Ohtake, entre muitos outros, permitindo assim que, em uma visita, possamos ter uma visão abrangente da história das artes plásticas Brasil.

Mais sobre o MNBA no acervo da FBN:

Prédios em construção na avenida Central, entre eles o Museu Nacional de Belas Artes e a Biblioteca Nacional. Morro do Castelo ao fundo.

Catálogo da VII Exposição Geral de Bellas-Artes (1900)

Catalogo illustrado da Exposição Artistica na Imperial Academia das Bellas-Artes do Rio de Janeiro (1884)

Noticia do Palacio da Academia Imperial das Bellas Artes do Rio de Janeiro [Livro] (1846)




Prédio do Museu Nacional de Belas Artes