Auguste de Saint-Hilaire

Auguste de Saint-Hilaire

Auguste de Saint-Hilaire (1779-1853)

Nascido em Orleans, cidade e comuna no norte-centro da França, o botânico oriundo de família nobre foi um dos primeiros cientistas europeus a percorrer os territórios do Brasil colônia. Em 1811 escreveu um artigo traduzido para o português como Resposta às críticas que a sociedade faz ao estudo da botânica, que atribuiu grande importância às viagens científicas.

Durante seis anos, de 1816 a 1822, ele, infatigável, visitou as províncias do centro e do centro-sul do Brasil, acompanhando a missão do duque de Luxemburgo, e recolhendo pelo caminho um proveitoso acervo botânico, registrando cada passo das suas andanças num saboroso diário de viagem, publicado mais tarde na França em diversos volumes que até hoje encantam os seus leitores como um retrato fiel e objetivo da paisagem e dos costumes do Brasil daqueles inícios do século XIX., e recolheu um extenso acervo botânico. Dedicou-se também à descrição dos costumes e hábitos indígenas e à retratação do Sertão brasileiro.

Anos depois, ao retornar à França em 1822, assumindo altos postos no magistério acadêmico, escrevendo no prefácio do Voyage dans les provinces de Rio de Janeiro et de Minas Geraes, 1830, ele manifestou a esperança de que a detalhada narrativa das suas peripécias científicas pelo Brasil, após ter percorrido vastas extensões [talvez mais de 16.500 quilômetros], escassamente conhecidas, mesmo para os nativos do país, servisse aos brasileiros em geral como uma espécie de testemunho abalizado da situação geral em que o país-continente se encontrava naquela ocasião e o quanto as novas gerações futuras deveriam “agradecer a seus pais por terem começado a tirar o país de abjeção tão deplorável” (a referência deve-se seguramente a existência da miséria e da escravidão). A missão dele, além de “formar coleções de plantas”, era filantrópica, ajudar os seus próximos a identificarem as “ famílias naturais” das plantas espalhadas pelos continentes, visto que a crença da época é que da mesma maneira que havia seres humanos em todos lugares, o mesmo dava-se com as espécies que compunham a flora.

Tendo realizado e publicado diversos outros trabalhos, atualmente o cientista é conhecido como um representante da “botânica filosófica”.

Fonte: http://educaterra.terra.com.br/voltaire/brasil/2003/08/06/001.htm

www.nomar.com.br/pdf/antropologia_02.pdf

http://www2.uerj.br/~intellectus/textos/Lorelai.pdf