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Biblioteca Virtual da Cartografia Histórica: do século XVI ao XVIII

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MAPA DE LAS MISSIONES DE CHIQUITOS Y SUS CONTORNOS

O Mapa de las missiones de Chiquitos y sus contornos, elaborado por autor anônimo, na primeira metade do século XVIII, faz parte da Coleção Pedro de Angelis. Suas cartacterísticas são da cartografia jesuítica, como símbolos das missões, cidades, nações indígenas, locais onde morreram os missionários, etc. Indica, também os quatros pontos cardeais, como é citado nas ânuas pertencentes à Divisão de Manuscritos da Biblioteca Nacional, como Norte, Sur (Sul), Poniente (Oieste) e Oirente (Leste).

O mapa mostra básicamente:

1 – as primeiras missiões de Mojos, que foram estabelecidas ao longo do rio Mamoré, como Loreto (1682), Trinidad (1687), San Javier (1691), e nações indígenas, como Mojo, Baure,Tapacura e Guarayo.

2 – as primeiras missões de Chiquitos, que foram fundadas entre 1691 e 1707, como San Javier, San Rafael, São Juan, São José de Chiquitos e Concepción;

3 – o assassinato do pe. Lucas Cavallero pelos índios Puizocas, em 1711;

4 – Santa Cruz de la Sierra, a principal cidade das Missões de Mojos e Chiquitos, onde eram comercializados seus produtos excedentes;

5 – o caminho longo do rio Paraguai a lagoa de Mandioré (laguna de Mamoze). Da lagoa de Mandioré, o caminho é mostrado por terra com duas direções para a Missão de San Rafael, uma contornando as montanhas para o norte e a outra diretamente para a Missão de San Rafael. Há uma cruz no caminho perto da lagoa de Mandioré. Talvez seja o marco da morte do pe. Arce pelos índios Paiaguá ou o marco da morte do pe. Antônio Gualpa pelos índios Gaicuru. Partindo do caminho da Missão de San Rafael, existem dois caminhos: um vai para a Missão deSan José e o outro para San Juan. Da Missão de San Juan o caminho vai para a cidade de Santa Cruz de la Sierra. Em seguida, o percurso atravessa os rios Guapay, Parapiti e Pilcomayo, chegando, finalmente, a Salinas, no Paraguai. Há um caminho de Salinas para o rio Pilcomayo, que segue esse rio até a cidade de Chuquisaca e a Missão de Potosi. O caminho pelo rio Paraguai foi descoberto pelo pe. Arce, em 1716, com o objetivo de ligar as Missões de Chiquitos com as de Guarani e facilitar o comérico de seus produtos, coma a yerba del Paraguay (espécie de chá). Em 1717, este caminho foi proibido pela Resolução do Prata de Chuquisaca e pelo governo de Santa Cruz de la Sierra.

6 – a indicação dos indígenas Gaicuru no rio Paraguai e ao nordeste do rio lagoa Xaraiés (laguna de los Xarayes), atual pantanal mato-grossense;

7 – o Chaco, com a indicação das tribos indígenas Toba, Zamuco, Carera e outras dessa região;

8 – finalmente, o lado oeste, mostrando Chuquisaca, as Misssões de Cochabamba, Potosi, Oruro, Tarija e Yavi e a cordilheira dos Andes.

As missões de Mojos e Chiquito desempenharam um grande papel no século XVIII, devido às suas expansões territoriais, às suas organizações com as nações indígenas e suas defesas contra as invasões dos sertanistas, favorencendo o interesse espanhol. Mais tarde, propiciaram o estabelecimento das fronteiras do oeste dos rios Alto Paraguai e Madeira, como o também os domínios das coroas portuguesa e espanhola.

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