BNDigital

O BRASIL ENCONTRA O EXTREMO ORIENTE: A MISSÃO CHINESA (1880)

< Voltar para Dossiês

Aprendendo mais sobre os ‘Chins’

Os estudos de Bocaiuva (1868), Pinheiro (1869) e Galvão & Macedo (1870) eram todos baseados em informações importadas do exterior. Após os Congressos Agrícolas de 1878 (Anais, 1878), os debates sobre a imigração tomaram a corte, e uma possível missão à China foi aventada. O desafio era enorme: grandes nomes de nossa história, como Joaquim Nabuco (1983) e José do Patrocínio se puseram contra esse projeto, elencando os mais diversos estereótipos e diatribes retóricos para derrubar a ideia da vinda dos chineses.

Era preciso recolher informações mais seguras sobre o assunto. Salvador Mendonça (1841-1913), cônsul nos Estados Unidos, foi incumbido pelo governo brasileiro de fazer um estudo sobre os chineses na América do Norte, avaliando se o projeto de os trazer era viável ou não. Seu relatório foi publicado no livro Trabalhadores Asiáticos (1879), e o parecer era favorável a importação dos coolies chins. Mas o trabalho de Mendonça foi criticado por analisar chineses que já estavam aclimatados ao ambiente americano, o que não dava uma ideia exata de seus hábitos e costumes originais. Por outro lado, isso provava que esses trabalhadores podiam se inserir na sociedade e serem bastante produtivos. Ademais, o livro trazia informações atualizadas sobre a história e a cultura chinesa, retiradas de obras sinológicas recém-publicadas.

Fig. 15 - Salvador de Mendonça
Fonte: Acervo da Fundação Biblioteca Nacional.


Fig. 16 - Salvador de Mendonça e seu livro Trabalhadores Asiáticos, a primeira publicação voltada especialmente para uma análise da questão chinesa, a partir de experiências com imigração em outros países.
Fonte: Acervo da Fundação Biblioteca Nacional

Veja o livro completo no acervo da Biblioteca Mindlin. Confira também a coleção Salvador Mendonça, catálogo com todas as obras que esse autor legou ao acervo da FBN.

 

»Veja mais sobre Salvador Mendonça nesse suplemento especial de O Amanhã publicado em 1941, e disponível na Biblioteca da FBN.


 

Parceiros