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Núcleo de pesquisa Semiótica da Amazônia – NUPS/UFRR

NUPS

A história da Semiótica na Universidade Federal de Roraima (UFRR) se iniciou em meados da década de 1990 quando a professora doutora, Vângela Moraes, do Curso de Comunicação Social, adotou a Semiótica na disciplina Teorias da Comunicação. A chegada da Semiótica causou admiração, curiosidade e uma extrema vontade de decifrar a ciência que, mesmo sendo tão comum em nossas vidas, demonstra-se difícil de ser explicada e compreendida. Hoje, depois de muitos estudos, leituras, participações em congressos e conferências, ainda não é tarefa simples aplicar a Semiótica ao cotidiano.

Em 2001 participamos do V Congresso Brasileiro de Semiótica em São Paulo. Já no ano seguinte estivemos na I Conferência de Semiótica realizada em Brasília com três trabalhos, sendo dois de alunos da graduação. Em 2003, levamos quatro trabalhos, dentre os quais, três também foram de alunos da graduação. Foi nessa última conferência que o professor Floyd Merrel da Purdue University (USA) conheceu o Grupo de Trabalho para a Instalação do Núcleo de Pesquisas Semióticas de Roraima (GTIN). Em Roraima, o professor Merrell foi apresentado às pesquisas realizadas e ministrou na UFRR a palestra “Estética e Semiótica”.

Na primeira quinzena de abril de 2004 criamos o Núcleo de Pesquisa Semiótica da Amazônia. A relatora do projeto foi a professora doutora Kátia Wankler. Os professores autores da proposta foram: Áurea Lúcia M. Oliveira Corrêa, Maria Goretti Leite, Maurício Elias Zouein, Noujain Pereira, Sandra Maria de Morais Gomes, Sônia Costa Padilha e Vângela Maria Isidoro de Morais. E foi assim que a criação do NUPS foi aprovada por unanimidade no Conselho Universitário (CUNI).

Com o Núcleo já em funcionamento, o Professor Luiz Carlos Iasbeck (UnB) veio à Boa Vista para ministrar a palestra “Complexidade e Semiótica em Roraima”. A vinda do prof. Iasbeck contribuiu para a confiança daqueles que começavam a dar os primeiros passos nesta teoria. Aqui reproduzimos um trecho de sua palestra:

“O fato de estar longe (espacialmente) dos grandes centros de pesquisa do país, faz de Boa Vista um local privilegiado para investimento em pesquisas que, naqueles centros, já possuem feudos organizados e pouco receptivos a contribuições estranhas. A distância não é, pois, um agravante, mas um elemento facilitador para a liberdade intelectual. Longe das discussões de poder no mundo acadêmico, a Universidade Federal de Roraima pode (e deve, ao meu ver) funcionar como local seguro para encontros democráticos e abertos ao conhecimento. Afinal, a semiótica é uma ciência fundamentalmente pluridisciplinar, que não pode prescindir da colaboração de fora – não apenas de outras ciências correlatas mas, sobretudo, dos representantes das diversas tendências que (hoje) a povoam”.

Nos anos seguintes organizamos duas conferências internacionais. A última com a presença do professor Antônio Fidalgo da UBI (Portugal) do professor Cláudio Correia e Mirna Feitoza – UFAM (Amazonas) e a professora Aparecida Zuin, da Unir (Rondônia). Nesse evento assinamos um convênio de cooperação entre a UFRR e a UBI que entrou em vigor no ano de 2012. Em 2013 implementamos o “Programa Valle do Rio Branco’ elaborado pelos professores da linha de pesquisa “Imagem, audiovisual, cinema e memória”.

Para 2014 a promessa é persistirmos cada vez mais no diálogo democrático e na relação profícua entre pesquisadores. Os nossos esforços são para que a Amazônia Brasileira, além da visibilidade que possui pela sua beleza natural, consiga, cada vez mais, destacar-se por seus inestimáveis valores intelectuais.

Maurício Zouein
Coordenador do NUPS

Saiba mais sobre o NUPS em https://ufrr.br/nups/