BNDigital

Doutor Ulysses: Senhor Brasil

< Voltar para Exposições virtuais

Cronologia de Ulysses


1916 – Em 6 de outubro, nasce Ulysses Silveira Guimarães, em Rio Claro (SP).


1936 – Ulysses se matricula na Faculdade de Direito de São Paulo, no Largo de São Francisco. Um ano depois daria aulas de história e latim.


1938 – Literato, publica seu primeiro livro, Tentativa, com contos, ensaio e crítica literária.


1939 – Em plena ditadura do Estado Novo, é eleito vice-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE).


1940 – Ulysses cola grau como bacharel pela Faculdade de Direito e publica Vida exemplar de Prudente de Morais, biografia do ex-presidente.


1941 – Abre escritório de advocacia junto com colega de graduação, sendo em seguida nomeado para a Procuradoria do Departamento Administrativo de São Paulo.


1945 – Participa da fundação da seção paulista do Partido Social Democrático (PSD), elegendo-se deputado estadual constituinte.


1950 – Depois de atuar na Assembleia Constituinte de 1946, elege-se deputado federal pela primeira vez.


1951 – Relator da Lei número 2.004, na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, que estabeleceu o monopólio estatal do petróleo e possibilitou a fundação da Petrobras.


1954 – Participa da CPI da Última Hora, que visava apurar empréstimos e facilidades do Banco do Brasil a Samuel Wainer, episódio determinante para a crise política que culminaria no suicídio de Getúlio Vargas. Em seguida, no mesmo ano, é reeleito deputado.


1955 – Casa-se com Ida Maiani de Almeida, a Dona Mora, adotando seus filhos. Participa da campanha de Juscelino Kubitschek para a Presidência da República, integrando a “Ala moça” do PSD, que defendia a renovação dos métodos do partido, pregando modernização e nacionalismo.


1956 – Eleito presidente da Câmara dos Deputados, sendo reeleito no ano seguinte.


1958 – É derrotado em nova disputa para presidir a Câmara. Lança-se candidato ao governo de São Paulo, mas, sem o apoio de JK, desiste do pleito. É escolhido delegado do Brasil na ONU, onde debate sobre apartheid e acaba sendo reeleito novamente.


1961 – Dias após a renúncia de Jânio Quadros, vota a favor da Emenda Constitucional número 4, que institui o parlamentarismo e possibilita posse de João Goulart. É nomeado ministro da Indústria e Comércio, mas exonera-se, junto com gabinete encabeçado por Tancredo Neves. Um ano depois é eleito deputado pela quarta vez.


1964 – Junto com outros pessedistas, apoia o golpe militar contra Jango, entrando em atrito com o novo regime logo em seguida.


1965 – É um dos relatores do novo Código Eleitoral, no ano em que o PSD é dissolvido em função da instituição do bipartidarismo.


1966 – Ulysses integra o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), o partido de oposição à ditadura, sendo escolhido vice-presidente do diretório nacional. Se reelege para a Câmara, com 26.963 votos.


1968 – No ano de decretação do Ato Institucional nº 5 (AI-5), faz discurso de resistência ao processo contra o deputado Márcio Moreira Alves.


1970 – Reeleito pela quinta vez para a Câmara, a segunda vez pelo MDB.


1973 – Tem candidatura lançada à Presidência da República, com Barbosa Lima Sobrinho como vice. Proclama-se “anticandidato”, sabendo que o indicado pelos militares está previamente eleito, indiretamente. Sai em campanha, pelo Brasil.


1974 – É reeleito à Câmara, em votação direta expressiva a favor do MDB também no Senado.


1977 – Começa a se reunir com Petrônio Portela, presidente da Arena, simbolizando o início da reabertura democrática. Ainda assim, discursa em programa de televisão, em rede nacional, e é denunciado pelo procurador-geral da República. Acaba sendo absolvido.


1978 – No mesmo ano em que o AI-5 é revogado e o colégio eleitoral elege João Baptista Figueiredo, o último dos militares a comandar o Brasil, é reeleito para a Câmara dos Deputados.


1980 – Surge o PMDB, com Ulysses à frente. Dissidentes saem do MDB para fundar o Partido Popular (PP), de Tancredo Neves, e o Partido Democrático Trabalhista (PDT), de Leonel Brizola.


1982 – Oitava reeleição para a Câmara, a primeira pelo PMDB.


1984 – Lidera movimento pela aprovação da emenda Dante de Oliveira, prevendo eleições diretas para presidente da República. Surge o “Senhor Diretas”.


1985 – Com a frustração da emenda Dante de Oliveira, Tancredo Neves é eleito indiretamente, mas acaba sendo internado para uma cirurgia na véspera da posse. Ulysses recusa oferta de Figueiredo para assumir lugar que, via de regra, seria de José Sarney, que assume, com a morte de Tancredo.


1986 – Reeleito para a Câmara, agora com mandato constituinte.


1987/1988 – Preside Assembleia Nacional Constituinte (ANC), participando de negociações de bastidores e cuidando de interesses de José Sarney. Declara promulgada a Constituição “Cidadã”, em outubro de 1988.


1989 – É lançado como o candidato peemedebista à Presidência da República. Mas, desacreditado por não conseguir dissociar sua imagem da de Sarney, e deixado de lado pelo PMDB, fracassa, ficando em sexto lugar.


1990 – Volta para sua rotina na Câmara dos Deputados, sendo eleito pela décima primeira vez.


1991 – É vetado pelo PMDB para a presidir novamente a Câmara. Sai da presidência do partido, cedendo o lugar a Orestes Quércia.


1992 – É vetado, por Quércia, para a presidência da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, que precisava de indicação do PMDB. É condecorado pelo presidente Fernando Collor de Mello com medalha da Ordem do Mérito Nacional, em meio a negociações com o mesmo envolvendo sua campanha a favor do parlamentarismo. Em seguida, engaja-se no processo de impeachment de Collor. Falece em acidente de helicóptero no litoral do Rio de Janeiro, deixando vácuo na política nacional.