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Pernambuco 1817 – A Revolução

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Apresentação

 


BIBLIOTECA NACIONAL E A REVOLUÇÃO DE 1817


Depositária da memória bibliográfica e documental do Brasil, a Biblioteca Nacional guarda a mais completa coleção de publicações e documentos relativos à Revolução Pernambucana de 1817, considerada um marco no processo de construção do Brasil autônomo e livre.

O precioso conjunto de manuscritos referentes à devassa do movimento foi transcrito e estudado por José Honório Rodrigues. O material foi publicado na série Documentos Históricos, em 1954, quando o historiador dirigiu a Divisão de Obras Raras, prestando um serviço de grande valor à divulgação de grandes corpos de fontes documentais e de reinterpretação do significado dessa insurreição inspirada no ideário liberal.

Na passagem dos duzentos anos da instalação do governo republicano em Pernambuco, episódio histórico muito pouco conhecido do grande público, a Biblioteca Nacional celebra a efeméride com a organização da presente exposição. Reitera, assim, seu compromisso institucional irrevogável de democratizar o acesso à produção e difusão da memória histórica brasileira.


Helena Severo

Presidente da Biblioteca Nacional



OS 200 ANOS DA REVOLUÇÃO QUE PROCLAMOU A REPÚBLICA


Essa exposição relembra, saúda e comemora a Revolução Pernambucana de 1817. Ela foi um marco da nossa história. Foi a primeira vez que uma conspiração contra o domínio português conseguiu ir além da preparação, romper efetivamente com a Metrópole e se manter no poder por 75 dias. Não era o Brasil, como o conhecemos hoje, que se separava de Portugal, mas já era uma forte sinalização de que a Independência não tardaria.

As razões que levaram à revolução tinham forte apelo entre diversos setores da população uma vez que, na época, Pernambuco era a porção colonial mais rica do Brasil, com grande produção de açúcar e algodão. Influenciados pelos ideais iluministas que inspiraram a Revolução de Independência dos Estados Unidos (1776) e a Revolução Francesa (1789), os revolucionários de Pernambuco assumiram o poder, reduziram a carga tributária e instauraram um regime de liberdade de imprensa e religiosa. Contudo, não ousaram enfrentar de maneira resolutiva o problema da escravidão, que só seria abolida em nosso país mais de sete décadas depois.

Como a ruptura foi muito séria para a Coroa, a repressão foi impiedosa. Por terra e por mar, D. João VI, cuja sede do governo estava no Rio de Janeiro desde 1808, ordenou um ataque que envolveu mais de 8.000 homens. Os líderes da revolução foram presos e os mais destacados foram julgados e executados, encerrando a luta pela liberdade e pelo autogoverno que a Revolução Pernambucana expressou.

Duzentos anos depois, rememoramos esse evento porque, como republicanos que somos, sabemos das nossas responsabilidades com o estado atual da nossa República. Como eles e tantos outros, desejamos que os recursos públicos sejam aplicados para o bem-estar geral de todos e não apropriados por apenas alguns privilegiados, por qualquer razão que seja. A Revolução Pernambucana de 1817 traz à nossa memória a ideia de que a República deve vicejar em prol de todos.


Roberto Freire

Ministro da Cultura


Convite de Abertura - Exposição Pernambucana 1817

CONSULTE O CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO