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MARTHA DANTAS (1923-2011)

por Eliene Barbosa Lima, Inês Angélica Andrade Freire, Janice Cassia Lando

Em 22 de outubro de 2011, Salvador registrou o falecimento da professora soteropolitana Martha Maria de Souza Dantas, com 88 anos. Destes, na sua grande maioria, dedicados a estudos, pesquisas, produções, experimentações, práticas e avaliações no âmbito do ensino em Matemática, nos seus diferentes níveis escolares, dando significado ao que hoje chamamos de Educadora Matemática. Salientamos que na literatura encontramos diversas narrativas[1]sobre a vida e obra de Martha Dantas.


A relação de Martha Dantas com a docência teve início após ter sido diplomada como professora na Escola Normal no final do ano de 1941, ao ser aprovada, logo depois, em concurso público para lecionar na escola primária. Em 1948, concluiu o Curso de Matemática da Faculdade de Filosofia da Bahia, tornando-se, no ano seguinte, professora concursada do secundário. Nesse mesmo ano, assumiu a subdireção do Colégio de Aplicação, por convite do diretor da Faculdade de Filosofia da Bahia, cargo em que permaneceu até março de 1954; a partir de então, manteve-se como professora e coordenadora da Secção de Matemática do Colégio de Aplicação até 1965. (DANTAS, 1993).


O Colégio de Aplicação da Faculdade de Filosofia da Bahia tinha como finalidade oportunizar a formação prática dos futuros professores e a experimentação pedagógica dos professores de Didática dessa faculdade. (LANDO, 2012). No que tange às experimentações referentes ao ensino de matemática, estas ficaram sob a responsabilidade, principalmente, de Martha Dantas, que foi também a professora de Didática Especial da Matemática, na Faculdade de Filosofia da Bahia, no período de 1952 a 1965.


Ao assumir a disciplina Didática Especial da Matemática preocupou-se com a forma como se estava desenvolvendo o ensino de matemática no Brasil, bem como o isolamento dos professores de matemática. Assim, sentiu necessidade de buscar novos rumos, não apenas para a sua prática docente, mas, também, para a própria profissionalização do professor que ensinaria matemática nas escolas baianas. Até essa conjuntura, Martha Dantas, desde quando obteve legitimação para lecionar na escola primária, tinha uma expertise, isto é, um domínio de certas ferramentas do seu trabalho docente, “[...] reconhecida como legítima [...]” que vigorava em um determinado tempo histórico (HOFSTETTER; SCHNEUWLY; FREYMOND, 2017, p. 57). Essa expertise foi construída, primeiro, nos cursos de formação da Escola Normal e da Faculdade de Filosofia da Bahia, depois, por meio da experiência adquirida em seu exercício profissional em sala de aula. O reconhecimento dessa expertise de Martha Dantas, parece ter sido um fator importante para que recebesse o convite para assumir tanto a subdireção do Colégio de Aplicação como a disciplina da Faculdade de Filosofia da Bahia.


As preocupações acerca do ensino de matemática fizeram com que, em 1953, Martha Dantas viajasse para a Bélgica, Inglaterra e França, com autorização da Universidade da Bahia e da Secretaria de Educação do Estado. Nessa viagem, além de observar o ensino de matemática e ter contato com novos conteúdos e novas metodologias, fundamentados na psicologia e na pedagogia moderna, que colocavam em primeiro plano a aprendizagem do aluno (DANTAS, 1954), Martha Dantas participou também de uma reunião de professores franceses que lhe motivou, no regresso ao Brasil, a realizar algo semelhante. Assim, no ano de 1955, foi promovido o I Congresso Nacional de Ensino da Matemática no Curso Secundário, organizado por Martha Dantas de forma conjunta com a Faculdade de Filosofia da Universidade da Bahia. (CONGRESSO NACIONAL DE ENSINO DA MATEMÁTICA NO CURSO SECUNDÁRIO, 1957; FREIRE; LANDO; LIMA, 2010).


Ao retornar à Bahia, há uma paulatina mudança na prática docente de Martha Dantas. Isto pode ser observado, por exemplo, na disciplina Didática Especial da Matemática; dentre os novos elementos abordados, Martha Dantas inseriu um estudo comparativo do ensino de matemática entre os países em que fez o seu intercâmbio internacional e o Brasil (BERTANI, 2011), em específico, na Bahia e, ainda, os seus primeiros movimentos de uma apropriação dos estudos dirigidos, amplamente defendidos na ambiência da escola nova (LANDO, 2012; DIAS et al., 2013). Assim, para além da expertise da experiência, Martha Dantas começou a construir uma expertise a partir de um discurso científico vigente na década de 1950.


No entanto, foi na década de 1960 que Martha Dantas teve reconhecida sua expertise pelo Estado ao ser convocada para resolver um problema prático: reformular o ensino secundário de matemática na Bahia.


De fato, em 1965 Martha Dantas foi convidada para Coordenar as ações da Secção Científica de Matemática do Centro de Ensino de Ciências da Bahia (CECIBA)[2], sediado na Universidade Federal da Bahia. Esse Centro, cujo principal objetivo era a constituição de “[...] órgãos de pesquisa e preparação de material pedagógico para o aperfeiçoamento do ensino das Ciências Experimentais” (CECIBA, 1966a), foi um dos seis centros de ensino de ciências implantados nas capitais de diferentes regiões brasileiras. Esta política pública pontual para o ensino secundário foi coordenada pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC), em parceria com o Instituto Brasileiro de Educação, Ciência e Cultura, as universidades, as Secretarias Estaduais de Educação e as agências financiadoras nacionais e internacionais. O CECIBA constituiu o seu Conselho Técnico Administrativo, órgão autônomo administrativo-cientificamente, instância maior de deliberação, cujos assentos foram ocupados pelos representantes das instituições – MEC, Secretaria Estadual de Educação, Universidade Federal da Bahia e agências financiadoras nacionais e internacionais – que compuseram o seu convênio, que deu forma e conteúdo a esse Centro. (FREIRE; DIAS, 2010). Podemos considerar que este convite para coordenar a Secção Científica de Matemática foi devido ao reconhecimento de uma expertiseprofissional e científica de Martha Dantas no ensino de matemática. Uma vez que o Conselho Técnico Administrativo, em reunião, no início de suas atividades, discutiu alguns critérios que eram necessários para a contratação do pessoal técnico, científico e administrativo, neste sentido o diretor executivo do CECIBA, professor José Walter Bautista Vidal (1934-2013), indicava “[...] a necessidade de encontrar pessoal de alto nível para o Ceciba, pois o Ensino de Ciências dentro dos novos métodos exige pessoal categorizado.”[3]


É importante salientar, que antes de assumir a coordenação da Secção Científica de Matemáticado CECIBA, Martha Dantas coordenou a equipe de professores-pesquisadores do Departamento de Matemática do Instituto de Matemática e Física na realização de cursos e orientações de estudos para professores secundários da Bahia, Sergipe, Alagoas e Pernambuco, nos meses de janeiro e julho de 1964, realizados na Universidade Federal da Bahia e promovidos com o apoio financeiro da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE), em colaboração com a Secretaria de Educação da Bahia. Os conteúdos matemáticos trabalhados nesses cursos de atualização abordavam as ideias fundamentais de Lógica, Conjunto e Estruturas algébricas (FREIRE, 2009).


O CECIBA, implantado em 1965, esteve inserido em uma rede – nacional e internacional – de institucionalização de um novo ensino das ciências e tornou-se vetor de uma renovação educacional na educação científica dos jovens baianos e nos processos de formação dos professores. Com as demandas do desenvolvimento científico, tecnológico e industrial, decorrentes dos avanços impulsionados pela Segunda Guerra Mundial, se fez necessário o redimensionamento da função social da escola, pois, neste período, acreditava-se que a ciência e a tecnologia e, consequentemente, o pensamento matemático, eram garantidores do progresso e do bem-estar social. Diante dessa nova realidade, esforços de diferentes matizes foram implementados na produção de novos programas curriculares contendo novos saberes e novas metodologias.


Vale notar, que a Secção Científica de Matemática do CECIBA consolidou a formação de uma equipe de professores-pesquisadores de matemática[4] que atuavam em diferentes níveis de ensino, no âmbito da matemática. Inicialmente, desenvolveu estudos, pesquisas e ações circunscritas na Faculdade de Filosofia da Universidade da Bahia e, posteriormente, no Instituto de Matemática e Física da Universidade Federal da Bahia, criado em 1960 (FREIRE; LANDO; LIMA, 2010). Assim, no desenvolvimento das ações condizentes com os objetivos do CECIBA, Martha Dantas e sua equipe pensaram e produziram novos caminhos para o ensino de matemática na Bahia.


No âmbito da Secção Científica de Matemática, segundo Freire, Lando e Lima (2010), institucionalizou-se a modernização da matemática no ensino secundário baiano. Este espaço-tempo institucional ficou caracterizado “[...] como canal de trânsito e discussão entre pessoas, conhecimentos, artefatos e ideologias e tem por finalidade última a elaboração, verificação e continuação do conhecimento científico como legítimo e verdadeiro.” (OLIVER; FIGUEIRÔA, 2006, p. 105). Assim, uma expertisepedagógica passou a ser produzida no âmbito de uma instituição pública a serviço do Estado, em particular, para o ensino de matemática na Secção Científica de Matemática. Nessa Secção, experimentou-se novos saberes matemáticos que envolviam novos conteúdos, novas abordagens e práticas metodológicas fazendo uso de um modelo estruturalista, que foi defendido por um grupo de matemáticos denominado Bourbaki, e endossado por Piaget ao relacionar esse modelo à sua teorização das estruturas operatórias da inteligência da criança.


A equipe da Secção Científica de Matemática, sob a coordenação de Martha Dantas, realizou um trabalho coeso que possibilitou a produção e divulgação de um programa curricular para o ensino secundário viabilizado por meio de cursos de formação docente, de produção de livros didáticos[5], de experimentações e avaliações, dentre outras ações. (FREIRE, 2009; FREIRE; LANDO; LIMA, 2010; FREIRE, 2017). Esse programa curricular foi produzido com base em saberes constituídos por meio da linguagem dos conjuntos, das estruturas como objeto matemático e do método axiomático. Além disso, esta equipe de professores-pesquisadores, no que tange à Geometria, optou por uma abordagem bastante inovadora, isto é, “[...] a geometria elementar clássica é precedida pela geometria afim – geometria das transformações que conservam o paralelismo.”. (FREIRE; LANDO; LIMA, 2010, p. 379).


No planejamento elaborado para dar início às atividades a serem desenvolvidas para o ano de 1966, a equipe do CECIBA ressaltou:


Considerando que são, entre outros, objetivos do CECIBA: aperfeiçoamento dos professores, publicações e pesquisa e, considerando, ainda, que a consecução de tais objetivos nos proporcionará: 1º Compreender a profunda renovação que há muito vem se processando na metódica do ensino da Matemática elementar e, consequentemente nos seus programas; 2º Participar das mudanças que já se operam no ensino médio, tão discutidas e tão recomendadas por Comissões internacionais, Congressos, Conferências interamericanas e pela Organização Européia de Cooperação Econômica [...]. (CECIBA, 1966b).


Estas mudanças no ensino de matemática estavam sendo dialogadas em encontros científicos – nacionais e internacionais – agenciados por diferentes organizações. Destacamos, como marco deste movimento de ideias e objetos, a realização do Seminário de Royaumont, na França, em 1959; movimento esse, hoje, denominado como Movimento da Matemática Moderna.


Martha Dantas colocava sua expertise da prática profissional e de pesquisadora de um ensino de matemática que estava em eclosão nos mais diversos contextos internacionais, em função da construção de uma nova expertise para o professor que iria lecionar essa disciplina nas escolas de nível secundário da Bahia.


Assim, por meio de uma análise histórica identificamos a constituição e a mobilização de uma expertise tanto profissional como científica de Martha Dantas. Sob a tutela do Estado e o fazer de uma expertise para resolver um dado problema concreto relacionado ao ensino secundário de matemática na Bahia, conforme Hofstetter, Schneuwly e Freymond (2017), Martha Dantas pode ser considerada uma expert do ensino de matemática de seu tempo histórico. Em suma, sob a sua liderança houve a produção de novos saberes de matemática para o ensino e na formação de professores da Bahia, materializados em livros didáticos, inclusive com a produção de um guia do professor, sistematizando metodologias sobre como ensinar os conteúdos modernos da matemática escolar.



Referências


BERTANI, Januária Araújo. Um Estudo Histórico Comparativo entre a Bahia e Portugal sobre a Formação de Docente em Matemática (1941-1968). 2011. 206 f. Tese (Doutorado em Ensino, Filosofia e História das Ciências)- Instituto de Física, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2011.


BRAGA, Maria Nilsa Silva. O Programa de Treinamento e Aperfeiçoamento de Professores de Ciências Experimentais e Matemática - Protap (1969-1974): sua contribuição para a modernização do Ensino de Matemática. 2012. 93 f. Dissertação (Mestrado em Ensino, Filosofia e História das Ciências)- Instituto de Física, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2012.


CADERNOS DO IFUFBA, Salvador, v. 6, n. 1-2, out. 1993.


DIAS, André Luís Mattedi. Profissionalização dos professores de Matemática na Bahia: as contribuições de Isaías Alves e de Martha Dantas. Publ. UEPG. Ci. Hum., Ci. Soc. Apl., Ling., Letras e Artes, Ponta Grossa, n. 16, v. 2, p. 243-260, dez. 2008.


DIAS, André Luís Mattedi et al. Martha Dantas. In: VALENTE, Wagner Rodrigues (org.). Educadoras Matemáticas: Memórias, Docência e Profissão. São Paulo: Livraria da Física, 2013.


DYNNIKOV, Circe Mary Silva da. Entrevista com Martha Maria de Souza Dantas. Revista Educação Matemática em Revista, Brasília, n. 12, ano 9, p. 4-10, 2002.


FREIRE, Inês Angélica Andrade; LANDO, Janice Cassia; LIMA, Eliene Barbosa. Duas mulheres e uma trajetória: o processo de profissionalização docente e o ensino de matemática na Bahia (1948-1964). In: CONGRESSO LUSO-BRASILEIRO DE HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO, 8., 2010, São Luís. Anais [...]. São Luís: Universidade Federal do Maranhão, 2010.


FREIRE, Inês Angélica Andrade. Ensino de Matemática: iniciativas inovadoras no Centro de Ensino de Ciências da Bahia (1965-1969). 2009. 102 f. Dissertação (Mestrado em Ensino, Filosofia e História das Ciências)- Instituto de Física, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2009.


FREIRE, Inês Angélica Andrade. Ensino de Ciências e Matemática: processos de institucionalização e modernização na década de 1960. 2017. 111 f. Tese (Doutorado em Ensino, Filosofia e História das Ciências)- Instituto de Física, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2017.


FREIRE, Inês Angélica Andrade; DIAS, André Luís Mattedi. Seção Científica de Matemática do CECIBA: propostas e atividades de renovação do ensino secundário de matemática (1965-1969). BOLEMA – Boletim de Educação Matemática, Rio Claro, v. 23, n. 35b, p. 363-386, abr. 2010.


GARNICA, Antonio Vicente Marafioti. Resgatando oralidades para a história da matemática e da educação matemática brasileiras: o Movimento Matemática Moderna. ZETETIKÉ – Cempem – FE – Unicamp, v. 16, n. 30, p. 163-215, jul./dez. 2008.


GOMES, Larissa Pinca Sarro. Entre a Exposição e a Descoberta: a coleção Matemática e as práticas escolares relacionadas à sua utilização no Instituto Nossa Senhora da Piedade. 2014. 266 f. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2014.


HOFSTETTER, Rita; SCHNEUWLY, Bernard; FREYMOND, Mathilde de. “Penetrar na verdade da escola para ter elementos concretos de sua avaliação” - A irresistível institucionalização do expert em educação (século XIX e XX). In: HOFSTETTER, Rita; VALENTE, Wagner Rodrigues (org.). Saberes em (trans)formação: tema central da formação de professores. São Paulo: Livraria da Física, 2017. p. 55-112.


LANDO, Janice Cassia. Práticas, inovações, experimentações e competências pedagógicas das professoras de matemática no Colégio de Aplicação da Universidade da Bahia (1949-1976). 2012. 307 f. Tese (Doutorado em Ensino, Filosofia e História das Ciências) – Instituto de Física, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2012.


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MENEZES, Márcia B. de. A matemática das mulheres: as marcas de gênero na trajetória profissional das professoras fundadoras do Instituto de Matemática e Física da Universidade Federal da Bahia (1941-1980). 2015. 381 f. Tese (Doutorado em Estudos Interdisciplinares sobre Mulheres, Gênero e Feminismo) – Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2015.


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Fontes consultadas


CECIBA. [Universidade Federal da Bahia]. [Caderno de Atas do CECIBA, 1965-1969. Ata da reunião do dia 14 de dez. de 1965.]. Salvador, Arquivo do CECIBA, FACED-UFBA. Disponível em: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/242048 . Acesso em: 28 nov. 2022.


CECIBA. [Universidade Federal da Bahia]. [Caderno de Atas do CECIBA, 1965-1969. Ata da reunião do dia 17 de dez. de 1965.]. Salvador, Arquivo do CECIBA, FACED-UFBA.


CECIBA. [Universidade Federal da Bahia]. [Plano de Orçamento dos Centros de Ciências - Ano 1966, Diretoria do Ensino Secundário, Ministério da Educação e Cultura]. Salvador, Arquivo do CECIBA, UFBA, 1966a.


CECIBA. [Universidade Federal da Bahia]. [Planejamento do Setor de Matemática do CECIBA, 1966.]. Salvador, Arquivo do CECIBA, FACED-UFBA, 1966b.


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DANTAS, Martha Maria de Souza. Uma mestra e sua vida. Cadernos do IFUFBA, Salvador, v. 6, n. 1-2, p. 11-36, out. 1993.


DANTAS, Martha Maria de Souza. O ensino de matemática na Bélgica, Inglaterra e França: relatório de estudos realizados na Europa em 1953. Arquivos da Universidade da Bahia (Faculdade de Filosofia), Salvador, v. III, p. 133-156, 1954.


DANTAS, Martha Maria de Souza et al. Orientação: Omar Catunda. Matemática Moderna


III. Salvador: CECIBA, 1969. Disponível em: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/242049 . Disponível em: 28 nov. 2022.



Notas


[1] Nesse sentido, houve pesquisas que delinearam, a partir de entrevistas e/ou depoimentos da própria Martha Dantas, aspectos da formação matemática, trajetória profissional e atuação em uma reformulação do ensino secundário de matemática ocorrido a partir da segunda metade do século XX (CADERNOS DO IFUFBA, 1993; DYNNIKOV, 2002; GARNICA, 2008). Há outras pesquisas cujo foco foi em suas experimentações no Colégio de Aplicação da Faculdade de Filosofia da Bahia (LANDO, 2012), ou nas atividades exercidas na Secção Científica de Matemática do Centro de Ensino de Ciências da Bahia (CECIBA) (FREIRE, 2009, 2017) ou no ensino de geometria (LEME DA SILVA; CAMARGO, 2008; FREIRE, 2009) ou, ainda, em aspectos biográficos de sua vida pessoal e profissional (DIAS et al. 2013; FREIRE; LANDO; LIMA, 2010; DIAS, 2008). Martha Dantas também foi objeto de pesquisas que abordaram a sua prática docente no contexto da disciplina de Didática Especial da Matemática (BERTANI, 2011), bem como no Programa de Treinamento e Aperfeiçoamento de Professores de Ciências Experimentais e Matemática (PROTAP) (BRAGA, 2012). E, ainda, sem esgotarmos todos os trabalhos que foram produzidos em torno de Martha Dantas, podemos citar a investigação de Pinheiro (2017), sobre as classes-piloto em colégios estaduais da capital baiana, Salvador, a tese de Menezes (2015) acerca das fundadoras do Instituto de Matemática e Física da Universidade da Bahia, bem como a pesquisa de Gomes (2014), que tratou o método da descoberta apropriado no Instituto Nossa Senhora da Piedade, em Ilhéus, já na década de 1990.


[2] Este Centro funcionou no período compreendido entre novembro de 1965 a outubro de 1969.


[3] CENTRO DE ENSINO DE CIÊNCIAS DA BAHIA. [Universidade Federal da Bahia]. [Caderno de Atas do CECIBA, 1965-1969. Ata da reunião do dia 17 de dez. de 1965.]. Salvador, Arquivo do CECIBA, FACED-UFBA.


[4] Arlete Cerqueira Lima, Celina Bittencourt Marques, Eliana Costa Nogueira, Eunice Conceição Guimarães, Jolândia Serra Vila, Maria Augusta Moreno, Mauro Bianchini, Neide Clotilde de Pinho e Souza, Norma Coelho Araújo, Omar Catunda, Paulo Rodrigues Esteves, dentre outros. Todos sob a coordenação de Martha Dantas (FREIRE, 2009).


[5] As coleções foram: Matemática Moderna, volumes I, II, III e IV, publicada pelo CECIBA em 1966, 1967, 1968 e 1969; Ensino Atualizado da Matemática, Curso Ginasial, volumes 1, 2, 3 e 4, 2ª edição, publicada pela EDART – Livraria Editôra Ltda., em 1971 e Matemática: segundo ciclo, ensino atualizado, volumes 1, 2 e 3, publicada pela editora Ao Livro Técnico S. A, em 1971, 1972 e 1973. Além disso, houve a produção de um Guia do Professorpara a coleção Ensino Atualizado da Matemática.

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