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Ai, ai, ai… cem anos o samba faz!

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A importância do carnaval na popularização do samba

Com o registro da partitura de Pelo Telephone, o samba ganha status mais formal: começa a tocar nas rádios; adentra os salões dos grandes clubes da capital e, principalmente, emerge como parte da trilha sonora dos famosos ranchos carnavalescos. Tais agremiações tiveram papel fundamental na promoção e divulgação do samba e foi através delas que o ritmo passou a ser retratado nos jornais como manifestação cultural popular típica do Carnaval.


Com o passar dos anos, o samba perderia o rótulo de causador de arruaças e crimes, tornando-se cada vez mais popular em todas as classes sociais. A música feita dentro da “Pequena África” agora ecoava em outras partes da cidade. No início do século XX, o ritmo, levado pelo Carnaval, espalhou-se pelas ruas do Rio de Janeiro. Começam a aparecer os primeiros blocos carnavalescos, cordões e os famosos "corsos”. O Carnaval consolidava-se, gradativamente, como uma das principais festas populares nacionais.


É importante ressaltar que, apesar de registros sobre a realização do Carnaval no Rio de Janeiro desde o século XVII, foi a da participação das elites cariocas no cortejo que deu a chancela necessária para a institucionalização da festa. A participação das classes mais abastadas, influenciada pelos europeus – que achavam a folia exótica e fascinante –, foi fundamental para que o Carnaval e o samba ganhassem status de manifestação cultural popular tipicamente brasileira.


Com toda repercussão gerada pelas festas de rua, o Estado decidiu organizar o Carnaval, concedendo licenças para os desfiles e investindo nas escolas de samba. Este movimento foi extremamente importante para o samba e o Carnaval fossem reconhecidas como parte fundamental da nossa identidade nacional.