BNDigital

Alair Gomes, muito prazer

< Voltar para Exposições virtuais

Apresentação

Com um acervo de mais de nove milhões de peças, a Biblioteca Nacional estabelece elos entre o passado e o futuro, disponibilizando aos cidadãos do nosso tempo tesouros ainda não totalmente decifrados e reconhecidos.

Um desses tesouros é a Coleção Alair Gomes, composta por registros diversos, entre eles as 16 mil fotografias e os 150 mil negativos que foram doados por seus herdeiros em 1994. Este legado foi acrescido com a transferência de originais de suas obras escritas, em 2004, por Aíla Gomes, sua irmã. O acervo é composto pelos prints (vintage) realizados pelo fotógrafo e por manuscritos referentes às suas atividades acadêmicas e artísticas, diários íntimos, estudos sobre matemática, física, filosofia e arte; planos de aulas, correspondências, recortes de jornais e impressos diversos.

O conjunto documental reflete o constante diálogo entre ciência e arte, fruto da formação múltipla de Alair Gomes em seus trânsitos pela matemática, filosofia e biologia. Um convite à reflexão e novas pesquisas sobre subjetividade, arte e erotismo como vontade, consciência e expressão. O acervo apresenta, também, a visão original do artista sobre o cenário da arte contemporânea brasileira, cultura urbana, sociabilidade homoerótica e vida intelectual carioca nos anos 1970 e 1980.

Caminhando entre fronteiras, pressionando nossos limites e desafiando rótulos, a fotografia é um dos meios de expressão artística mais hábeis em provocar novas reflexões. Entre o documento e a arte, entre o banal e a raridade, ela nos faz pensar.

Integrando os eventos culturais que comemoram as Olimpíadas do Rio de Janeiro de 2016, a Biblioteca Nacional, instituição pública de memória, conhecimento e reflexão, apresenta um de seus mais importantes acervos contemporâneos, representativo da vida e da obra de um fotógrafo muito particular.

 

Fundação Biblioteca Nacional

Todas as cópias fotográficas desta exposição são originais de época, produzidos pelo artista (cópias vintage), em papel de gelatina e prata; exceto as imagens do Darkroom e da Não história de um chofer, que são reproduções dos originais, impressas a jato de tinta.

convite alair