Marques de Pombal

Marques de Pombal

Marques de Pombal (1699-1782)

Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal, filho do capitão de cavalaria e fidalgo da Casa Real, Manuel de Carvalho e Ataíde e de D. Teresa Luísa de Mendonça e Melo, foi político e dirigente de Portugal durante o reinado de José I, o Reformador.

Foi nomeado em 1733 sócio da Academia Real de História Portuguesa. Em 1738, foi nomeado embaixador em Londres e, cinco anos depois, embaixador em Viena, cargo que exerceu até 1748. Em 1750, o rei José nomeou-o secretário de Estado (ministro) para Assuntos Exteriores.

Quando um terremoto devastador destruiu Lisboa em 1755, Pombal organizou as forças de auxílio e planejou a reconstrução da cidade. Foi nomeado primeiro-ministro nesse mesmo ano. A partir de 1756, seu poder foi quase absoluto e realizou um programa político adaptado a partir dos princípios iluministas, criando as raízes da ilustração portuguesa. Aboliu a escravidão na metrópole, reorganizou o sistema educacional, elaborou um novo código penal, estimulou o assentamento de colonos nos domínios ultramarinos e fundou a Companhia das Índias Orientais. Reorganizou o Exército e fortaleceu a Marinha portuguesa, desenvolveu a agricultura, o comércio e as finanças. Suas reformas, no entanto, suscitaram grande oposição, em particular da aristocracia e de grupos religiosos.

Quando ocorreu o atentado contra a vida do rei José I em 1758, conseguiu implicar os jesuítas – que seriam expulsos de Portugal e suas possessões em 1759 – e parte da nobreza; alguns destes foram torturados e mortos. Em 1770, o rei lhe concedeu o título de marquês. Depois da morte de José I, foi condenado por abuso de poder. Expulso da Corte, retirou-se para sua propriedade rural em Pombal, onde faleceu no dia 8 de maio de 1782.

Fontes: http://biografias.netsaber.com.br/biografia-891/biografia-de-marques-de-pombal
http://www.arqnet.pt/dicionario/pombal1m.html