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Jornal do Brasil

05 mar 2015

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e marcado com as tags anticomunismo, Arte e cultura, Censura e repressão, Conservadorismo, Crítica política, Ditadura civil-militar brasileira, Ernesto Pereira Carneiro, Joaquim Nabuco, Liberalismo, Literatura, Maurina Dunshee de Abranches Pereira Carneiro, Monarquismo, Nilo Peçanha, Odylo Costa Filho, Parlamentarismo, Partido Autonomista do Distrito Federal, República Velha, Revolta da Armada, Revolução Constitucionalista de 1932, Rio de Janeiro, Rui Barbosa

Diário e matutino, o Jornal do Brasil foi fundado no Rio de Janeiro (RJ) em 9 de abril de 1891, por Rodolfo de Sousa Dantas e Joaquim Nabuco. Tendo passado por diversas fases em mais de cem anos de história, o JB teve papel crucial na definição dos rumos da imprensa brasileira, sobretudo a partir de 1959, quando passou por uma revolucionária reforma gráfica e editorial. Vítima de longa e severa crise financeira, o periódico teve sua versão impressa extinta em 31 de agosto de 2010, quando passou a existir somente na internet.

Quando lançado, o Jornal do Brasil era monarquista. Sua origem deu-se através de um grupo ligado ao regime monárquico, insatisfeitos com a situação política do Brasil recém-republicano: uma assembleia nacional constituinte não havia sido convocada logo após a proclamação da República em 1889 e, no ano seguinte, a oposição ao novo governo o pressionava pelo restabelecimento da legalidade. Por sua vez, o governo reprimia seus adversários de forma autoritária, restringindo a liberdade de imprensa e minando críticas à sua política econômica. Sousa Dantas escrevera a Joaquim Nabuco, que se encontrava em Londres, convidando-o a integrar o quadro de redatores do novo jornal opositor ao governo, revelando que o mesmo poderia ser constituído pelo capital de quinhentos contos de réis (com possibilidade de elevar-se a mil), levantado por um grupo de amigos. Assim, com a liberalização que seguiu a constituinte de novembro de 1890 e o início do governo constitucional do marechal Deodoro da Fonseca em fevereiro de 1891, o clima de agitação política se tornou menos agudo no país e o Jornal do Brasil foi lançado. Sua data de fundação, 9 de abril de 1891, marcava também o 60º aniversário do Te Deum celebrado pela ascensão de Dom Pedro II ao trono.

Funcionando no nº 56 da Rua Gonçalves Dias, o JB se apresentava como órgão de oposição moderada, sem procurar grandes embates com o regime republicano – o que, de fato, não ocorreu durante os primeiros meses do jornal. Em seu início, o diário tinha Henrique de Villeneuve como gerente, Sancho de Barros Pimentel como chefe de redação e uma equipe redatora composta por Gusmão Lobo, Souza Ferreira, Sandro Constâncio Alves, Aristides Espínola e Antônio de Souza Pinto, além de Sousa Dantas. Joaquim Nabuco só assumiu seu posto na chefia da redação em junho de 1891, algo que, por seus editoriais com críticas mais pesadas ao novo governo republicano, criticando sobretudo os adesistas ao regime, tornou o JB mais aguerrido.

Excluindo-se sua parte política, que discutia grandes causas e questões nacionais, o JB abordava problemas cotidianos do Rio de Janeiro, em artigos gerais e seções como “Melhoramentos urbanos”. Nesse sentido, o jornal defendeu a criação de um instituto empenhado contra a febre amarela na capital fluminense, bem como a instalação de uma rede de metrô, a concretização de um plano arquitetônico e urbanístico definitivos para a cidade e a abertura de grandes avenidas, que serviriam tanto à melhor circulação quanto ao saneamento urbano.

A linha editorial promovida por Joaquim Nabuco rendeu ao Jornal do Brasil uma série de hostilidades por parte do governo, em especial ameaças de empastelamento. Mesmo assim, ironicamente, monarquistas históricos também rejeitavam a figura de Nabuco, acusando-o por sua moderação frente aos republicanos. Com a morte de Dom Pedro II em Paris, em dezembro de 1891, o jornal veio a lançar uma edição especial sobre a trajetória do antigo monarca, de título “O grande morto”. A partir deste marco, os artigos e editoriais de Joaquim Nabuco tornaram-se ainda menos moderados contra o governo, aumentando as animosidades com os republicanos. Esses textos, doutrinários, chegaram a mover parte considerável da opinião pública contra Nabuco e o diário, culminando na invasão de sua redação por uma multidão raivosa e na depredação de suas oficinas, na noite de 16 de dezembro de 1891.

O empastelamento do JB ocasionou a transferência do periódico a novos donos, em sociedade anônima, com Rodolfo de Sousa Dantas e Joaquim Nabuco se desligando de seus postos na redação. Nesse período de transição, Henrique de Villeneuve dirigiu temporariamente o jornal, que passou a contar com Constâncio Alves como chefe de redação. No momento, o periódico aderia à campanha pela destituição de Floriano Peixoto da presidência da República e de novas eleições para o cargo.

A sociedade anônima que veio a dirigir o Jornal do Brasil só foi estabelecida formalmente em abril de 1892, sendo esta composta por figuras egressas da administração pública imperial, como Manuel Buarque de Macedo e Manuel Pinto de Sousa Dantas. Sob o pseudônimo de “Axel”, Joaquim Nabuco voltou a colaborar com o jornal no mesmo ano de 1892. Muito pelos prejuízos em suas oficinas, nesta nova fase o diário teve dificuldades para se manter, voltando-se ao noticiário policial, “popularesco”.

Em abril de 1893 o JB foi adquirido por um grupo ligado a Rui Barbosa, por setenta contos de réis. Na ocasião, o jornal voltou a ser gerido por uma sociedade comanditária, capitaneada por Joaquim Lúcio de Albuquerque Mello. Rui Barbosa ficou a cargo da direção do periódico, tendo ali liberdade para exercer sua atuação política. Assim, conforme o texto “Traços de um roteiro”, publicado por Barbosa na edição de 20 de maio de 1893, o JB passou a defender o regime republicano. Durante a gestão de Rui Barbosa, entretanto, o periódico promoveu ataques violentos à ditadura de Floriano Peixoto e à valorização da Constituição. Sua linguagem, antes amena, passou a ser mais agressiva, provocando certo impacto na opinião pública. Quando assumiu, Rui Barbosa ainda substituiu o “z”, no “Brazil” em português arcaico do título do jornal, pelo “s”.

A já tensa relação entre o JB e Floriano Peixoto veio a piorar quando o periódico passou a defender o almirante Eduardo Wandenkolk, então acusado de querer derrubar o governo. Com a prisão de Wandenkolk em meados de 1893, o próprio Ruy Barbosa apresentou um pedido de habeas-corpus ao Supremo Tribunal Federal, que chegou a ser reproduzido na capa do JB do dia 31 de agosto. A atitude irritou o presidente da República, que forçou a saída de Barbosa do jornal. No entanto, o mesmo continuou ali até o início de setembro, quando, com a eclosão da Revolta da Armada, Floriano Peixoto ordenou a sua prisão, vivo ou morto. Mesmo decretado o estado de sítio, com suspensões de garantias individuais e da liberdade de imprensa, o JB era o único jornal da capital que noticiava a revolta, na coluna “O dia de ontem”. Mas, com a ordem de prisão, Ruy Barbosa fugiu do Rio de Janeiro e a direção do jornal ficou com Joaquim Lúcio de Albuquerque Mello. Como ignorasse as intimações do governo a suspender o noticiário sobre a revolta, Mello provocou a invasão militar da sede do periódico, e a consequente suspensão de sua publicação, em setembro de 1893.

A firma Mendes & Cia. acabou comprando o Jornal do Brasil de Albuquerque Mello em 30 de outubro de 1894. Em 15 de novembro deste ano o periódico voltou a circular, iniciando uma nova fase (além de sua numeração ter sido reiniciada, a data de aniversário da publicação passou a ser essa, numa atitude que visava romper as ligações com o antigo JB). Com os irmãos Fernando Mendes de Almeida e Cândido Mendes de Almeida respectivamente como redator-chefe e secretário de redação, o diário foi politicamente alterado, passando a sustentar as visões do governo, mostrando-se defensor da legalidade em quaisquer ocasiões. Ademais, a nova direção transformou o JB em um órgão de imprensa mais popular e local, divulgador de problemas e reivindicações de classes desfavorecidas, voltando-se, assim, a questões mais ligadas ao cotidiano carioca. Com o mote do “interesse das massas”, abandonavam-se os enérgicos debates políticos, focando-se crônicas policiais, atividades carnavalescas, informes sobre o jogo do bicho, noticiário sobre o subúrbio carioca, denúncias de condições de vida de populações empobrecidas, etc., com maior incidência de ilustrações e caricaturas. A defesa dos “pobres e oprimidos”, no entanto, não fazia com que o jornal defendesse qualquer mobilização popular que ameaçasse o governo e a ordem constituídos (a Revolta da Chibata de novembro de 1910, por exemplo, foi repudiada). No campo gráfico, o JB nesta fase passou a publicar ilustrações e caricaturas com mais frequência.

Com o sucesso de sua fase popular, o JB publicava suas primeiras edições vespertinas em 1900, momento em que, com tiragens de 50 mil exemplares diários, já circulava também fora do Rio de Janeiro. Em 1902, a tiragem diária subiu a 62 mil exemplares. Nesta época, o periódico chegou a publicar uma edição semanal ilustrada chamada Revista da Semana; uma edição mensal de serviços e informações diversas de utilidade pública, o Guia Mensal do Jornal do Brasil; e um anuário ilustrado com algumas páginas a cores, intitulado Anuário Illustrado do Jornal do Brasil.

Em 1905, o JB iniciou a construção de uma nova sede no nº 110 da Avenida Central (atual Rio Branco), adquirindo novo maquinário. Isso acabou trazendo algumas dificuldades financeiras aos irmãos Mendes de Almeida, que acabaram transformando a empresa novamente em uma sociedade anônima, abrindo o seu capital. Por conta desse aperto econômico, em 1º de agosto de 1906 o Jornal do Brasil teve uma severa reformulação gráfica, passando a apresentar a sua primeira página totalmente coberta por anúncios classificados.

Adentrando o século XX, o Jornal do Brasil ia se mostrando uma publicação mais informativa que de opinião. Explorando casos de polícia, campanhas populares e humor crítico moderado com foco no governo e nos costumes, com algum sensacionalismo, o diário chegou a ser apelidado de “O Popularíssimo” pelos demais órgãos da imprensa carioca –  a alcunha acabou sendo adotada pelo próprio jornal, em especial pelo colaborador Carlos de Laet. Por volta de 1912 o jornal lançara uma página inteira e ilustrada sobre esportes (a pioneira da imprensa brasileira) e, no ano seguinte, obteve destaque por uma série de reportagens sobre as condições de vida em favelas, levando o presidente Hermes da Fonseca a visitá-las.

Apesar da boa resposta de público, “O Popularíssimo” acabou afundando em suas dificuldades financeiras. Assim, acabou sendo hipotecado ao conde Ernesto Pereira Carneiro, com Carvalho de Morais assumindo temporariamente a redação. Muito pelas dificuldades financeiras ocasionadas pela construção da nova sede e pelo encarecimento do papel e dos custos de impressão em decorrência da I Guerra Mundial, em 1919 os irmãos Mendes de Almeida perderam definitivamente o jornal para Carneiro, por não conseguirem resgatar a hipoteca.

Iniciando nova fase com novo proprietário, o Jornal do Brasil entrou em um momento de recuperação financeira e de resgate de seu antigo prestígio, caminhando na direção oposta à dos irmãos Mendes de Almeida. Isso não significava, no entanto, retornar às turbulências das polêmicas políticas dos tempos de Rui Barbosa; a principal recomendação de Pereira Carneiro à redação do JB foi que se mantivesse a moderação e a neutralidade política, sem incursões por campanhas que pudessem representar riscos ao jornal. Desta forma, as seções de artes e de literatura do diário passaram a ser valorizadas, com colunas assinadas por membros da Academia Brasileira de Letras e outras figuras de vulto no meio intelectual, somadas aos antigos colaboradores. Nesta época, os principais nomes do JB eram Barbosa Lima Sobrinho, Afonso Celso, Carlos de Laet, Luís Murat, Medeiros de Albuquerque, Benjamim Costallat, Aníbal Freire, Múcio Leão, entre outros. O chefe de redação era então Assis Chateaubriand, futuro dono dos Diários Associados.

Mesmo com sua neutralidade, nas eleições presidenciais de 1922 o Jornal do Brasil encampou a candidatura de Nilo Peçanha, possivelmente pelas ligações pessoais do candidato com o conde Pereira Carneiro. A vitória de Arthur Bernardes não fez com que o periódico exercesse oposição, continuando discreto e até mesmo parecendo apoiar o presidente a partir de 1924. Na época, Aníbal Freire, um dos diretores do JB, chegou a ser nomeado ministro da Fazenda.

Nas eleições presidenciais seguintes, de 1926, o JB continuou sendo discreto quanto às suas preferências: apoiou Washington Luís, moderadamente. Com a eleição do candidato, manteve seu suporte, de forma amena. Quando a oposição ao presidente começou a se organizar e a aumentar, o periódico se manteve o mesmo, criticando a Aliança Liberal e a candidatura de Getúlio Vargas discretamente, sem grandes arroubos. Essa atitude, entretanto, não salvou o JB de fortes represálias após o sucesso da Revolução de 1930. Novamente, o jornal acabou sendo invadido e empastelado, tendo sua circulação impedida por quatro meses.

No retorno do Jornal do Brasil, Aníbal Freire foi substituído por Jânio Pombo Brício Filho, que mantinha boas relações com o Governo Provisório – segundo Nelson Werneck Sodré em "História da imprensa no Brasil", Brício Filho censurava matérias antes de sua publicação. No entanto, mesmo o periódico sendo cauteloso com relação a Vargas, sua postura não era favorável ao mesmo. Entre críticas amenas e discretas, o jornal se posicionava a favor da reconstitucionalização do Brasil, tendo aplaudido a Revolução Constitucionalista Paulista, em 1932. Questões políticas voltavam a fazer parte do JB de forma mais acentuada a partir do momento em que o conde Pereira Carneiro se filiou ao Partido Autonomista do Distrito Federal e se candidatou à Assembleia Nacional Constituinte, em 1933, algo que transformou o periódico temporariamente em um órgão de divulgação do ideal autonomista. Como trouxesse o país de volta à legalidade, a Constituição foi apoiada pelo jornal em 1934. O JB não aceitava a continuidade do governo Vargas.

Mesmo não conseguindo se recuperar do empastelamento de 1930 e da crise econômica que se arrastava desde então, em 1935 a empresa editora do JB lançou a Rádio Jornal do Brasil. Neste ano, o diário passou a ter José Pires do Rio como seu diretor-tesoureiro, imbuído da função de reestruturar suas finanças. Para tal, o diretor passou a manter uma severa política de contenção de despesas (desagradando parte da redação por seu autoritarismo) e a dotar o JB de uma faceta mais comercial. A mando de Pires do Rio, o jornal foi dando cada vez menos destaque para grandes temas políticos, artes e literatura, perdendo sua importância como órgão de notícias e opinião e aproximando-se de um boletim quase exclusivamente de anúncios. Ainda com as primeiras páginas totalmente tomadas por classificados, o jornal passou a ter o apelido pejorativo de “o jornal das cozinheiras”, pela alta incidência de anúncios relativos a serviços domésticos.

Apesar das opções da gestão Pires do Rio, o Jornal do Brasil chegou a comentar alguns momentos políticos importantes ao longo dos anos 1930, 1940 e 1950, normalmente sob uma perspectiva conservadora, antiextremista e católica. Assim, o periódico criticou a Aliança Nacional Libertadora, a Revolta Comunista de 1935 e quaisquer movimentos com inclinações à esquerda. O Integralismo também era visto negativamente. Mesmo o JB tendo aplaudido a candidatura de Armando de Sales Oliveira à presidência da República, o golpe de estado que viabilizou o início do Estado Novo foi considerado uma ação eficiente para resolver a crise política do momento.

Após anos de relações cordiais com o governo, com elogios às políticas trabalhista e econômica, em 1945 o JB voltou a figurar na oposição: demonstrava simpatia pelo candidato de oposição Eduardo Gomes e defendia a redemocratização nacional (sem, no entanto, se engajar formalmente na campanha). Desta forma, o jornal apoiou a deposição de Vargas e o governo de José Linhares, que nomeou Pires do Rio ministro da Fazenda. Posteriormente, a eleição e o governo de Eurico Gaspar Dutra também foram bem aceitos pelo JB.

Nas eleições de 1950 o periódico demonstrava novamente leve preferência por Eduardo Gomes. A vitória de Vargas fez com que o jornal encampasse a tese da maioria absoluta sustentada pela União Democrática Nacional (UDN), em apoio à legalidade. Ainda moderado, no entanto, o JB não chegou a apoiar as campanhas oposicionistas de Carlos Lacerda.

Nos primeiros meses de 1950 Pires do Rio faleceu e, logo depois, Pereira Carneiro se afastou do jornal por motivos de saúde. Com a morte do dono do periódico, a viúva Maurina Dunshee de Abranches Pereira Carneiro assumiu a direção do Jornal do Brasil. Após a aquisição de novo maquinário e uma seleção de ideias a serem adotadas da imprensa internacional, a diretora abriu caminho para uma reformulação geral do periódico, que, no fim, revolucionaria a própria imprensa brasileira. À época, a direção do JB era composta pela condessa Pereira Carneiro, pelo seu genro Manuel Francisco do Nascimento Brito e por Aníbal Freire.

Politicamente, a década de 1950 se mostrava tranquila para o JB, que mantinha a moderação durante o seu período de transição para um novo jornal. Apesar de não ter apoiado as candidaturas de Juarez Távora e de Juscelino Kubitschek em 1955, a posse de JK foi vista com bons olhos. Na ocasião, quando o marechal Henrique Lott organizou um movimento para garantir a normalidade sucessória, o jornal pela primeira vez se opôs à legalidade.

No ano de 1956 foi dado outro passo na reforma do Jornal do Brasil: a criação do “Suplemento Dominical”, que inicialmente misturava vários assuntos, transformando-se num suplemento literário tempos depois. Criado e editado por Reynaldo Jardim, com concepção visual de Amílcar de Castro, o suplemento veio a trazer textos de Mário Faustino, Oliveira Bastos, José Lino Grünewald, Ferreira Gullar, Mário Pedrosa, Barreto Borges, Augusto e Haroldo de Campos, Adolfo Casais Monteiro, Assis Brasil, Cecília Prada, Haroldo Bruno, Judith Grossmann, José Carlos Oliveira, José Guilherme Merquior, entre outros nomes de peso na cultura nacional. Com o sucesso da organização gráfica e editorial do suplemento, a direção do JB quis expandir a experiência ao restante de suas edições e o jornalista Odylo Costa Filho foi convidado para organizar a reforma geral do periódico. Quando assumiu, Costa Filho montou uma equipe jovem, de jornalistas egressos do Diário Carioca, da Tribuna da Imprensa e da Última Hora: o novo estilo do JB nasceria da fusão de outras experiências de bom resultado na imprensa, a partir de nomes como Amílcar de Castro, José Carlos de Oliveira, Ferreira Gullar, Jânio de Freitas, Carlos Castello Branco, Luís Lobo, Carlos Lemos, Lúcio Neves, Hermano Alves e Wilson Figueiredo.

Aos poucos, o JB foi aumentando o seu noticiário e o seu número de páginas. Em março de 1957, pela primeira vez, uma fotografia foi publicada na primeira página (que continuava tomada por anúncios). Depois disso, a página de esportes do matutino foi reorganizada por Carlos Lemos e Jânio de Freitas, que apresentaram ali alterações nas fotos, nos textos e na diagramação. A seção esportiva do JB, à época, foi espaço para novas experiências.

Conforme o novo Jornal do Brasil ia ganhando corpo no plano editorial, no campo político o periódico mantinha sua tradicional neutralidade partidária. Porém, o jornal declarou-se assumidamente contrário ao governo de Juscelino Kubitschek no decorrer de seu mandato, acusando-o de corrupção, de irregularidades na construção de Brasília e de manutenção de uma política econômica defeituosa. Em outro sentido, elogiava-se o trabalho de Celso Furtado na Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e a Operação Pan-Americana.

Em dezembro de 1958, antes da conclusão da reforma editorial, Odylo Costa Filho retirou-se da redação do Jornal do Brasil, levando consigo um grupo de jornalistas. As principais modificações gráficas do periódico ficaram sob o comando de Amílcar de Castro. Assim, em 1959 a primeira página do JB foi radicalmente alterada, passando trazer o noticiário em destaque e reservando apenas duas bordas em “L” para os anúncios classificados. Estes seriam relocados em um caderno próprio, o “Caderno C”. Na mesma ocasião, o “Caderno B” era dedicado ao jornalismo cultural, voltado principalmente para cinema e teatro.

A reforma do JB foi concluída por volta de 1961, com o ingresso de Alberto Dines em sua redação. Dines foi diretor de redação a partir de 1962, cargo que exerceria até 1973, quando foi demitido por pressões decorrentes das relações do jornal com o regime militar. Definindo e sistematizando as modificações gerais do matutino, o diretor de redação permitiu a conscientização da reforma. Além de ter introduzido a prática das reuniões regulares de redação e a organização de editorias em núcleos (com a criação de uma editoria exclusiva para fotografia, algo inédito), durante sua gestão foram criados o arquivo e o Departamento de Pesquisa do JB, que influenciou a criação de inúmeros bancos de dados em jornais de todo o país. Sob a direção de Alberto Dines, o Jornal do Brasil lançou o seu “Caderno Especial” e os “Cadernos de Jornalismo”, um espaço crítico de discussão sobre o desempenho da mídia. No meio desta série de novidades, por volta de 1965 foi criada a Agência JB, e, em paralelo, a empresa passou a trabalhar junto à sua equipe de redação possibilidades de manutenção de carreiras jornalísticas profissionais.

Com a sua reformulação, sem deixar de ser um jornal liberal-conservador de ênfase católica e defensor da Constituição e da iniciativa privada, o Jornal do Brasil firmou-se como uma grande empresa e passou a ocupar uma posição privilegiada na imprensa carioca, ganhando peso na formação da opinião pública nacional e inspirando a reformulação gráfica e editorial de diversos outros jornais brasileiros.

O JB teceu críticas discretas a Jânio Quadros, a não ser em uma ocasião: quando do episódio da suspensão da Rádio Jornal do Brasil, pela divulgação de um pacto militar firmado entre Jânio e o presidente argentino Arturo Frondizi. Com a posterior renúncia do presidente, o jornal defendeu a legalidade na sucessão governamental. Isso rendeu ao diário censura ferrenha por parte de Carlos Lacerda, então governador do Estado da Guanabara e adversário de João Goulart. Em fins de agosto de 1961, o jornal chegou a levar o caso à Sociedade Interamericana de Imprensa.

No início do mandato de João Goulart, o Jornal do Brasil mostrou-se favorável ao novo governo, apoiando-se nas reformas de base (mesmo sendo fundamentalmente contrário a mudanças radicais e a expropriações) e na política externa independente proposta pelo ministro das Relações Exteriores Francisco de San Tiago Dantas. Após o fim do sistema parlamentarista, com as eleições de 6 de janeiro de 1963 (o jornal defendeu o presidencialismo), o Plano Trienal elaborado por Celso Furtado foi encampado pelo JB. Entretanto, a falência do plano e as inclinações da gestão de Jango à esquerda fomentaram a ruptura do jornal com o governo. Por fim, uma intervenção militar passou a ser defendida em suas páginas, sob o pretexto da continuidade democrática.

O golpe militar de 31 de março de 1964 foi aceito com reservas pelo Jornal do Brasil. Em um segundo momento, o periódico apoiou o nome de Humberto de Alencar Castelo Branco para a presidência da República, favorável aos planos de seu governo para a área econômica. Depois, se mostrou contrário à candidatura do general Arthur da Costa e Silva, repudiando com veemência o Ato Institucional nº 5 (AI-5) – que, entre outras restrições, instituía a censura prévia à imprensa. Um dia depois da decretação do AI-5, o Jornal do Brasil publicava uma primeira página antológica, que traduzia implicitamente o sentimento da imprensa: na margem superior esquerda, a previsão de um “Tempo negro. Temperatura sufocante. O ar está irrespirável. O país está sendo varrido por fortes ventos”, ao lado de um registro irônico: “Ontem foi o Dia dos Cegos”. Pouco depois da publicação do AI-5, Sette Câmara, um dos diretores do periódico, foi preso por associações prévias a Juscelino Kubitschek, sendo substituído por Otto Lara Rezende. Durante o período de censura, as críticas do JB procuravam voltar-se para o governo, não para o regime militar.

Com o início da presidência de Emílio Garrastazu Médici, o jornal voltou a aplaudir o governo, tomando para si os projetos de desenvolvimento e de consolidação da grandeza nacional para si, sobretudo no plano da política econômica do ministro da Fazenda Antônio Delfim Neto. Ainda que a linha editorial do Jornal do Brasil exercesse apoio ao regime militar, as colunas assinadas por Alceu de Amoroso Lima (com o pseudônimo de Tristão de Athayde) e por Carlos Castello Branco veiculavam críticas à ditadura, mesmo durante os períodos de maior repressão e censura.

Em 1973, o JB mudou sua sede para um novo prédio, no nº 500 da Avenida Brasil. Projetado para reunir todas as empresas do grupo que o editava, o novo imóvel situava-se num ponto estratégico para a distribuição do jornal e tinha possibilidades de abrigar um canal de televisão, algo que estava nos planos da empresa. Dadas as proporções do investimento, e por fatores administrativos diversos, a construção desta nova sede influenciaria a grave crise econômica vivida pelo grupo empresarial tempos depois.

Sérios atritos entre o JB e as autoridades vieram a aparecer no início da gestão de Ernesto Geisel, em 1974. O Brasil já estava sob o clima da reabertura política, defendida pelo jornal. Devido a estas posições, no ano de 1976 um relatório confidencial intitulado “Medidas contra o Jornal do Brasil”, montado pelo general Hugo Abreu, chefe do Gabinete Militar da Presidência da República, delineava estratégias para sufocar o jornal (investigação fiscal da empresa e seus diretores, pressões contra anunciantes, liquidação sumária dos débitos da empresa com entidades públicas, apreensão de edições, etc.). Em conseqüência, o JB sofreu, nesta época, um forte boicote econômico, tendo ainda concessões para canais de rádio e televisão negadas, vendo-se obrigado a comprá-las caso quisesse expandir sua rede multimídia. A empresa chegou a adquirir as concessões, apenas para devolvê-las logo depois, diante da incerteza instaurada pela ausência de uma legislação específica sobre sua manutenção e pelos prazos improrrogáveis para colocar as emissoras no ar.

Apesar das dificuldades vividas pelo JB, em abril de 1976 o periódico lançou a Revista de Domingo, que alcançou imediato sucesso frente ao público, repercutindo no meio jornalístico nacional.

Com o fim do mandato de Geisel, em março de 1979 o Jornal do Brasil revelou-se elogioso ao mesmo e esperançoso quanto à sucessão de João Baptista Figueiredo, vista como momento de definição para a política de reabertura. Em agosto deste ano o diário aplaudiu a Lei de Anistia.

Em 1981 o Jornal do Brasil veio a ganhar o Prêmio Esso de Jornalismo pela denúncia da farsa divulgada durante as investigações do atentado terrorista ocorrido no centro de convenções Riocentro, durante um show de comemoração ao Dia do Trabalho, na véspera de 1º de maio. Segundo a versão oficial, um grupo armado de esquerda teria plantado explosivos no carro do capitão Wilson Luís Machado. A reportagem do JB derrubou esta versão, desvendando uma série de contradições no Inquérito Policial Militar (IPM) que tratava do caso. Um ano depois, na ocasião das eleições para o governo do Estado do Rio de Janeiro, o diário denunciou um esquema de fraude de contagem de votos que beneficiava o candidato Wellington Moreira Franco, do Partido Democrático Social (PDS), de apoio ao regime militar.

De opinião moderada com relação à abertura para as eleições diretas, o JB foi favorável a Tancredo Neves na sucessão presidencial de 1985. Já na Nova República, o periódico avaliou os prós e os contras do Plano Cruzado e da política econômica da gestão de José Sarney, frente ao quadro de severa crise econômica nacional. Em paralelo, em sua estrutura de trabalho, no ano de 1986 o Jornal do Brasil iniciou a informatização de sua redação.

Nos trabalhos iniciados para a Assembleia Nacional Constituinte, ocorrida a partir de 1º de fevereiro de 1987, o JB se posicionou a favor do sistema parlamentarista para o governo e contra os cinco anos de mandato para Sarney. Tais escolhas colocaram o jornal em situação difícil frente ao governo, que, em represália, passou a exercer fortes pressões econômicas: o Ministério da Fazenda foi ordenado a realizar uma devassa fiscal em todas as empresas do grupo editor do Jornal do Brasil, que se refletiria na saúde financeira do periódico. O jornal fecharia a década de 1980 considerando a Constituição de 1988 repleta de utopia e demagogia.

O Jornal do Brasil foi otimista em relação à ascensão de Fernando Collor de Mello à presidência da República, aplaudindo o Plano Collor, sobretudo no tocante ao controle inflacionário e ao programa de desestatização. Mesmo a partir das denúncias de um esquema de corrupção no centro do governo, liderado por Paulo César Farias (ex-tesoureiro da campanha presidencial de Collor) e desdobradas na chamada “CPI do PC”, o JB manteve-se favorável ao presidente, desqualificando a oposição na cobertura dos comícios a favor do seu afastamento. No entanto, na antevéspera da votação pela Câmara dos Deputados acerca do impeachment de Collor, 27 de setembro de 1992, o periódico publicou uma pesquisa que apontava que o presidente era rejeitado por 81% da população brasileira. A partir deste momento, o JB aderia ao processo de impeachment, delineado no editorial “Razões para o sim”, do dia 29 de setembro daquele ano. Na edição seguinte, o diário publicava um retrospecto totalmente negativo do mandato de Collor, “A ascensão e queda de Indiana Jones”.

A partir de outubro de 1993, o Jornal do Brasil se ateve ao começo da revisão constitucional, logo após o Supremo Tribunal Federal (STF) ter derrubado uma liminar do ministro Marco Antônio de Melo, correspondente a um mandato de segurança impetrado por partidos de oposição contrários à revisão. Com o fracasso dos trabalhos revisionais, em especial por fatores ligados à chamada “CPI do Orçamento”, a partir de 1994 o periódico passou a destacar o plano de estabilização econômica criado pela equipe do então ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso. Assim, o JB aplaudiu a aprovação do Fundo Social de Emergência (FSE), a criação da Unidade Referencial de Valor (URV) e o Plano Real, como um todo. Muito por isso, a candidatura de FHC à Presidência da República, pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), foi vista com bons olhos pelo jornal.

Apesar do agravamento de sua crise financeira, em 1995 o JB foi o primeiro jornal brasileiro a disponibilizar conteúdo na internet. No fim da década de 1990, a empresa acabou terceirizando sua impressão e parte de sua distribuição ao jornal O Dia, em um plano de parceria que contemplava até anunciantes: publicando propaganda em ambos os jornais, ganhava-se desconto.

Com a confirmação de Luís Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), como sucessor de FHC no Planalto, nos editoriais do dia 28 de outubro de 2002, o JB argumentava que a maré de boa vontade em torno do novo presidente deveria ser aproveitada pelo governo petista em formação, que não deveria se prolongar em comemorações. Segundo o texto, Lula recebia o país com a economia “em condições razoáveis” e suas principais obrigações eram as reformas política, tributária, da Previdência e da legislação trabalhista. Na ocasião, o JB ainda julgava o momento político propício para o PSDB definir um novo padrão oposicionista, diferente do “estilo intransigente com que o PT se opôs ao governo Fernando Henrique”.

Apesar de suas dívidas e sua frágil situação financeira, o JB adentrou os anos 2000 com uma tiragem média de 76 mil exemplares. Em 2001 o uso da marca Jornal do Brasil foi arrendado por 60 anos à Companhia Brasileira de Multimídia, que tinha como maior acionista o empresário Nelson Tanure. Assumindo a presidência do JB, Tanure retornou com o jornal à sua antiga sede, no nº 110 da Avenida Rio Branco, para poucos anos depois instalá-lo na Casa do Bispo, imóvel histórico localizado no bairro do Rio Comprido.

Em 2003, uma série de medidas de recuperação do JB foi colocada em prática, culminando no aumento da tiragem média do jornal para cerca de 100 mil exemplares em 2007. Com a aparente retomada, em 2006 o periódico passou por um processo de modernização gráfica, transferindo o seu formato do tradicional standard para o “berliner” (ou “europeu”), de dimensões menores, mas ainda assim maiores do que o formato tabloide. Tanure chegou ainda a lançar, em 2007, a JBTV, que durou apenas seis meses.

Em 2008 a circulação diária do JB mantinha-se em torno de 95 mil exemplares. Pouco depois, no entanto, o periódico entrara em nova rota de queda: em 2010, a tiragem diária caíra para apenas 20 mil exemplares. Há décadas em crise financeira, com falhas de gestão, queda de circulação, falta de meios de superar sua concorrência e crescimento de dívidas fiscais e trabalhistas, o JB tinha dificuldades para manter o seu custo operacional de cerca de R$ 3 milhões por mês – adicionando-se a isso um passivo estimado em R$ 100 milhões em dívidas.

No período mais crítico da queda de circulação do Jornal do Brasil, em março de 2010, Nelson Tanure contratou Pedro Grossi Jr. para administrar o periódico. Ainda assim, a principal decisão tomada por Tanure para combater a crise, em meados daquele ano, foi extinguir a edição impressa do diário, mantendo, para a versão online, uma equipe de 150 pessoas, entre jornalistas e profissionais das áreas administrativa e comercial. Pedro Grossi Jr. discordou da mudança e pediu licença de seu cargo. Na ocasião, a família Nascimento Britto, dona formal da marca e antiga proprietária do JB, alegava não ter conhecimento dos planos de Tanure. Assim, em comunicado aos seus leitores em julho de 2010, o diário de 122 anos passava a se apresentar como o primeiro jornal 100% digital do país, com assinaturas mensais a R$ 9,90.

Por quase oito anos, o JB esteve disponível para acesso apenas na internet. Suas edições impressas voltaram às bancas em 25 de fevereiro de 2018, momento em que a empresa editora tinha configuração diferente da de 2010: na ocasião, Omar Resende Peres era o diretor-presidente do diário, com Gilberto Menezes Côrtes como vice-presidente editorial, Toninho Nascimento como diretor de redação e Antonio Carlos Mello Affonso como vice-presidente administrativo. O conselho editorial era presidido por Omar Resende Peres, tendo como conselheiros Gilberto Menezes Côrtes, René Garcia Júnior, Octávio Costa, Wilson Cid e Hildeberto Aleluia. Nas edições mais recentes do Jornal do Brasil consultadas nesta pesquisa, de maio de 2018, o expediente da folha vinha com os nomes de Octávio Costa (editor de política e noticiário nacional), Clóvis Saint-Clair (cidade), Gilberto Menezes Côrtes (economia), Toninho Nascimento (noticiário internacional e esportes), Jan Theophilo (responsável pelo Informe JB), Deborah Dumar (editora do Caderno B, de cultura), Ziraldo (diretor de arte), Ricardo Gomes (editor de arte), José Marinho Peres (editor de fotografia) e Alexandre Machado (secretário de redação). A sede do jornal funciona, nesse momento, no nº 157 da Avenida Rio Branco, no Centro carioca.

Ao longo de sua existência, além dos já citados, o Jornal do Brasil contou com o trabalho de figuras de expressão na cultura, na política e no jornalismo brasileiros, como José Maria da Silva Paranhos Júnior (o Barão do Rio Branco, que assinava a coluna “Efemérides” nos primeiros momentos do jornal), José Veríssimo, Said Ali, Clotilde Doyle (que assinava uma coluna dedicada ao público feminino em 1893, algo inédito na imprensa da época), Julião Machado (Casimiro Miragy), Carlos Drummond de Andrade, Zózimo Barroso do Amaral, Clarice Lispector, Armando Nogueira, João Saldanha, Fernando Sabino, Fausto Wolff, Millôr Fernandes, Marina Colasanti, Victor Henrique Woitschach (Ique), Ziraldo, Carlos Leonam, entre vários outros.

Fontes

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