Círio de Nazaré

Círio de Nazaré

Círio de Nazaré

Desde 1793, uma multidão de devotos participa anualmente de uma das maiores manifestações religiosas do Brasil, o Círio de Nazaré, realizado no segundo domingo de outubro em Belém, capital do estado do Pará.
A festa conta a história do milagre ocorrido em 1700, em uma floresta próxima a Belém. Ali, o caboclo Plácido José de Souza encontrou a imagem de Nossa Senhora de Nazaré, padroeira dos pescadores portugueses, e a levou para casa.

No dia seguinte, a imagem havia sumido e o caboclo foi reencontrá-la entre as pedras do igarapé Morucutu, no mesmo lugar onde estava da primeira vez. Isso aconteceu repetidas vezes, até que o governador mandou que a imagem fosse levada ao palácio do Governo, ficando sob intensa vigilância. De nada adiantou, pois na manhã seguinte a imagem havia desaparecido novamente. Os devotos concluíram que Nossa Senhora queria ficar às margens do igarapé e lá construíram uma ermida, onde atualmente está a Basílica de Nazaré.

Com o tempo, os milagres aumentaram, levando à cidade milhares de pessoas agradecidas. No mesmo ano, o governador Francisco de Souza Coutinho resolveu fazer uma procissão em homenagem à Santa, mas adoeceu dias antes. Prometeu então à Nossa Senhora que caso se recuperasse levaria a imagem até a Capela do Palácio. No dia 8 de setembro daquele ano, a virgem chegava ao seu destino.

No dia seguinte, a população promoveu o primeiro Círio de Nazaré, que levou a Santa de volta a sua capela, acompanhada de um grande Círio. Quase 80 anos depois, a baía de Guajará transbordou, quase impedindo a passagem do Círio. A berlinda, levada por um carro de boi, atolou e um dos devotos resolveu passar uma corda em sua volta e puxá-la. Com a força dos fiéis, ela foi retirada e levada até a ermida. Em 1868, a corda foi oficializada e, hoje, é a maior tradição da romaria. Agarrados a ela, os fiéis pagam suas promessas em troca dos milagres e graças especiais.