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Lutero, 500 Anos da Reforma

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Apresentação

Por ocasião da celebração dos 500 anos da Reforma, a Biblioteca Nacional apresenta a exposição Lutero 500 Anos da Reforma com peças de sua Coleção Luterana que integravam a Real Biblioteca, trazida para o Brasil em 1808, por D. João VI. Trata-se de um acervo precioso composto por bíblias, bulas papais, livros e documentos iconográficos raramente reunidos e apresentados ao grande público.


A exposição, de caráter histórico, é mais uma iniciativa de abertura dos acervos desta instituição que se inscreve na política de democratização e ampliação do acesso à produção do conhecimento.


A grande aventura da Reforma, que teve início há 500 anos na cidade alemã de Wittenberg, produziu ecos que mudaram o curso da civilização ocidental.


Em um documento denominado “95 Teses”, afixado na porta de uma igreja de Wittenberg, o frade alemão tece criticas à hierarquia eclesiástica da Igreja Católica e ao seu representante máximo, Papa Leão X, considerado por ele corruto e ganancioso. A partir dessa premissa, Lutero deslancha um movimento que pulverizaria um cristianismo até então monopolizado pela Igreja Católica, dando origem às congregações evangélicas que atualmente dominam 12% do segmento religioso global.


É importante assinalar que a invenção da imprensa, ocorrida por volta de 1440, foi fator determinante para a inesperada e rápida disseminação das “Teses”. Após a invenção de Gutenberg, imprimir e compor livros deixou de ser uma prática manual e artesanal para tornar-se uma produção em série e mecanizada.


Com esta mostra, a Biblioteca Nacional junta-se às iniciativas que vêm acontecendo ao longo deste ano nos mais diversos lugares do mundo, especialmente na Alemanha, onde Lutero nasceu e pregou suas ideias reformistas. E é justo que assim seja, levando-se em conta que dificilmente, nós ocidentais, poderemos entender quem somos sem antes conhecermos as mudanças operadas pela Reforma.


Helena Severo
Presidente
Fundação Biblioteca Nacional



Lutero, 500 anos da Reforma


500 anos – este foi o tempo necessário para resgatar o homem, o pensador, o religioso, o músico, o político, o Reformador e o gênio de Martinho Lutero (1483-1546), nas páginas impressas, manuscritas e gravadas sobre papéis de trapos e de polpa de madeira do acervo da Biblioteca Nacional.


Desde 1517, quando Lutero ousou propor uma reflexão sobre seu tempo, suas obras foram proibidas, enquanto bibliotecas de todo o mundo acumularam, silenciosamente, o que conseguiram salvar da mão que lança à chama aquilo que não se quer que leia.


A Biblioteca Nacional, desde a Real Bibliotheca portuguesa comprada pelo governo imperial brasileiro, acumula exemplares que compõem a nossa Coleção Luterana, e que testemunham a Reforma estudada e anotada por leitores de outro tempo, que aguardam pelo diálogo com leitores deste tempo, para desvelar um homem, em todas as suas nuanças.


São muitos os Luteros a resgatar em Martinho Lutero.


Então, a Biblioteca Nacional faz um breve memento de sua vida – não de uma vida restrita ao período entre o nascimento e a morte; mas, a vida antes e depois da vida do homem que fez a Reforma do mundo e do nosso modo de vê-lo e vivê-lo.


Parece que a Coleção Luterana da Biblioteca Nacional se guardou para se expor, agora, que temos em comum mais do que nos divide.


Ana Virginia Pinheiro, Bibliotecária

Chefe da Divisão de Obras Raras

Fundação Biblioteca Nacional (Brasil)


Baixe aqui o catálogo da exposição.


Convite Exposição Lutero