Viajar e escrever
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O jovem Zweig viajava muito pela Europa, principalmente Bélgica, França, Inglaterra e Itália. Seguindo o conselho do então ministro Walter Rathenau, que lhe sugeriu conhecer o mundo antes de escrever sobre ele, conheceu também a Índia e o Extremo Oriente, além países como Argélia (1905), Cuba, Panamá, Estados Unidos e Canadá (1911)– e, em 1936, o Brasil e a Argentina. Na exposição há fotos e textos da viagem que fez à Índia, o Ceilão (hoje Sri Lanka) e Birmânia (hoje Mianmar) em 1908/09, que o inspirou para o conto Os olhos do irmão eterno. Em 1928 foi o representante da Áustria em Moscou durante as comemorações do 100º aniversário de Leo Tolstói. Sua segunda viagem aos Estados Unidos, em 1935, o levou de um lado ao outro do país, de Nova York a Hollywood. Em 1936, de passagem para uma conferência do P.E.N. Clube em Buenos Aires, aportou no Rio de Janeiro, onde foi recebido calorosamente. No entanto, no final da sua vida os roteiros de viagem foram ditados pela perseguição dos nazistas. Depois de se mudar de Salzburgo para Londres, decidiu exilar-se no Brasil em 1941. Em Petrópolis, pôs um fim à sua vida em fevereiro de 1942, junto com sua segunda mulher Lotte.